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Relatório da ONU alerta para o declínio drástico de peixes na Amazônia

Relatório aponta que perda de habitat e construção de barragens colocam em risco biodiversidade e segurança alimentar.

Por Beatriz Silveira

25/03/2026 às 20:14 - Atualizado em 26/03/2026 às 06:31

Vista subaquática de peixes em rio da bacia amazônica ilustrando o declínio das espécies migratórias apontado pela ONU.

(Foto: Divulgação)

Resumo

Relatório da ONU alerta para o colapso das espécies migratórias de água doce na Amazônia, com quedas expressivas nas populações. A construção de barragens e a perda de habitats são apontadas como principais ameaças, colocando em risco peixes e outros animais essenciais para o equilíbrio ambiental e a segurança alimentar.

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Notícias do Brasil – Um novo relatório das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta crítico sobre a sobrevivência das espécies migratórias de água doce, especialmente na bacia amazônica. De acordo com o Relatório Provisório sobre o Estado das Espécies Migratórias do Mundo (2026), as populações desses peixes tiveram uma queda média global de 81% entre 1970 e 2020.

Na América Latina e no Caribe, a situação é ainda mais grave, com redução de 91% na abundância dessas espécies.

Barragens e perda de habitat são principais ameaças

O documento aponta que a principal causa desse declínio é a perda e degradação dos habitats naturais, impulsionadas por atividades humanas que alteram o fluxo dos rios.

A construção de barragens aparece como uma das maiores ameaças, já que interrompe rotas migratórias essenciais para a sobrevivência das espécies.

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Impacto pode reduzir rios livres na Amazônia

Na bacia amazônica, o cenário projetado é preocupante. Caso todas as barragens planejadas sejam construídas, o número de rios de curso livre com mais de 1.000 quilômetros pode cair de 16 para apenas nove.

Essa fragmentação impede que os peixes completem seus ciclos de vida, que incluem longas migrações entre áreas de alimentação e reprodução.

Espécies migratórias mais afetadas

Entre os principais peixes migratórios da Amazônia impactados estão:

  • Dourada (Brachyplatystoma rousseauxii): realiza uma das maiores migrações entre peixes de água doce
  • Piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii): bagre com ciclo ligado aos rios de águas brancas
  • Piraíba (Brachyplatystoma filamentosum): um dos maiores peixes da região
  • Tambaqui (Colossoma macropomum): migra durante o período de cheias
  • Surubim/Pintado (Pseudoplatystoma spp.): depende da subida dos rios para reprodução
  • Matrinxã (Brycon spp.): conhecido pela intensa migração

O impacto da perda de conectividade dos rios também afeta outros animais da fauna amazônica:

  • Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis)
  • Tucuxi (Sotalia fluviatilis), classificado como “Em Perigo”
  • Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa)

Essas espécies dependem diretamente de rios conectados para alimentação, reprodução e deslocamento.

Proteção ainda é insuficiente

Apesar dos avanços na identificação de áreas prioritárias para conservação, a proteção ainda é considerada limitada. Segundo o relatório, apenas 36,7% das Áreas-Chave de Biodiversidade (KBAs) voltadas para peixes e répteis estão cobertas por áreas protegidas.

A ONU reforça que a preservação da Amazônia depende da manutenção de corredores migratórios e da redução da exploração excessiva.

Risco vai além da biodiversidade

O alerta destaca que o impacto não se restringe à fauna. A redução dessas espécies ameaça diretamente a segurança alimentar de milhões de pessoas que dependem da pesca na região.

A restauração da conectividade dos rios e a preservação dos habitats são apontadas como medidas essenciais para evitar a extinção dessas espécies e garantir o equilíbrio do ecossistema amazônico.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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