Requerimento de urgência para anistia tem 188 apoiadores na Câmara
Para o perdido de urgência ser aprovado, são necesários mais 69 assinaturas.
- Foto: divulgação / Câmara Federal
Notícias do Brasil – O requerimento de urgência para aprovação do Projeto de Lei 2.858/2022, que concede anistia aos manifestantes presos em razão dos atos de 8 de janeiro de 2023 já reune 188 assinaturas de deputados federais. A legenda, que abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro, precisa reunir as 257 assinaturas necessárias para levar o requerimento de urgência à votação.
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A bancada do Partido Liberal (PL), do qual o ex-presidente Jair Bolsonaro é filiado, lidera o apoio, com 85 assinaturas, quase metade do total de parlamentares que endossaram o pedido. Também integra o partido o autor do requerimento de urgência, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
Segundo o líder da sigla na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), o PL já tem o apoio de 163 parlamentares. Diante da falta de adesão dos líderes partidários, a legenda agora busca apoio individual de deputados — uma estratégia considerada mais trabalhosa e com maior risco de desgaste político.
Ao longo da semana, o PL apostou em uma estratégia de obstrução para pressionar a presidência da Casa a pautar o projeto. Sessões e votações foram interrompidas ou esvaziadas por meio do chamado “kit obstrução”, que inclui manobras como retirada de pauta, pedidos de verificação de quórum e discursos prolongados. A pressão, no entanto, irritou partidos de centro e acabou perdendo fôlego. Comissões voltaram a funcionar e votações foram retomadas.
A expectativa do PL era de que líderes de outras legendas aderissem formalmente ao requerimento, o que não aconteceu. Parte da resistência se deve ao perfil sensível e politizado da proposta, mas também à falta de um sinal claro do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o tema.
Nos bastidores, líderes do centro acusam a ala bolsonarista de tentar “empurrar o projeto goela abaixo”, sem negociação. A avaliação é de que a postura beligerante do PL tumultua o ambiente político e pode comprometer futuras articulações no Congresso.
Motta, por sua vez, tem adotado tom moderado e institucional. Na semana passada, em discurso no plenário, defendeu “equilíbrio, pragmatismo e desprendimento político”, evitando se comprometer com pautas que gerem atrito com o Supremo Tribunal Federal (STF).
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