Réu ameaça decapitar magistrada e julgamento é anulado
Durante a audiência, o acusado fez declarações intimidatórias direcionadas à juíza e aos jurados.
- Foto: Reprodução
Resumo
O júri popular do ex-policial militar Eduardo José de Andrade foi anulado após ameaças feitas contra a juíza e os jurados durante sessão por videoconferência em São José do Rio Preto. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que uma nova data será definida, enquanto a defesa pediu instauração de incidente de insanidade mental.
Notícias do Brasil – O júri popular do ex-PM Eduardo José de Andrade, de 24 anos, foi dissolvido após o réu ameaçar a magistrada responsável pelo julgamento e integrantes do conselho de sentença. A sessão ocorreu por videoconferência na última quinta-feira (12/2), em São José do Rio Preto.
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Durante a audiência, o acusado fez declarações intimidatórias direcionadas à juíza e aos jurados, o que levou à interrupção imediata dos trabalhos.
Decisão do Tribunal
Diante da gravidade da situação, a magistrada determinou a dissolução do Tribunal do Júri e ordenou a instauração de inquérito policial para apurar possível crime de ameaça.
Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que uma nova data para o julgamento será marcada oportunamente. O processo tramita sob sigilo.
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Defesa pede avaliação de sanidade
Após o ocorrido, a defesa do réu solicitou a abertura de incidente de insanidade mental, mecanismo previsto na legislação para avaliar a condição psicológica do acusado e sua capacidade de responder criminalmente pelos atos.
O pedido deverá ser analisado pelo Judiciário antes da retomada do julgamento.
Acusação de homicídio qualificado
Preso preventivamente, Eduardo José responde por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
O crime teria ocorrido em 2022, no município de Cedral, no interior paulista. Durante a sessão interrompida, o réu admitiu ter cometido o assassinato de Tiago de Paula, de 32 anos.
Com a anulação do júri, o caso seguirá aguardando definição judicial para novo julgamento.
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