Reunião com Flávio Bolsonaro esvazia após negativa de líderes do Centrão
A assessoria de Flávio Bolsonaro não atualizou a agenda oficial. Pouco depois, foi confirmado que o senador tentou remanejar o encontro.
- Agência Senado
Notícias do Brasil – A tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de reunir lideranças do centro político, nesta segunda-feira (8/12), perdeu força após a maioria dos convidados indicar que não participaria do encontro. A reunião, anunciada pelo parlamentar no fim de semana, tinha como pauta principal sua pré-candidatura à Presidência da República e as condições apresentadas para desistir da disputa — entre elas, a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por liderar uma articulação golpista.
PUBLICIDADE
Leia mais: Michelle Bolsonaro se afasta do PL por orientação médica e evento é adiado para 2026
Flávio convidou nomes centrais do bloco: Valdemar Costa Neto (PL), Antonio Rueda (União Brasil), Ciro Nogueira (PP) e Marcos Pereira (Republicanos). Apenas Valdemar não recusou de imediato. Os demais alegaram compromissos de agenda, segundo apuração. Ciro Nogueira justificou que estaria no Paraná e só poderia conversar com o senador ao retornar a Brasília. Marcos Pereira informou por telefone que não compareceria. Rueda também não confirmou presença.
A assessoria de Flávio Bolsonaro não atualizou a agenda oficial. Pouco depois, foi confirmado que o senador tentou remanejar o encontro para um jantar em sua residência, em Brasília, ainda nesta segunda.
Desde que anunciou sua pré-candidatura, na sexta-feira (5/12), o senador tenta atrair apoios no campo de centro-direita, mas encontra resistência. Líderes do bloco demonstram preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto como o nome mais viável da direita para 2026. O anúncio de Flávio causou frustração entre partidos que buscavam uma solução menos polarizadora.
No sábado (6/12), o senador defendeu que lideranças oposicionistas se unam para aprovar ainda este ano uma anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. “Tomada a decisão ontem, hoje começo as negociações. O primeiro gesto que eu peço a todas as lideranças políticas que se dizem anti-Lula é aprovar a anistia ainda este ano”, declarou.
A repercussão levou Antonio Rueda, presidente do União Brasil, a divulgar nota afirmando que o partido seguirá defendendo um caminho político baseado em diálogo e responsabilidade, rejeitando a polarização. Segundo ele, o futuro do país dependerá da capacidade de unir forças em torno de um projeto comprometido com os interesses da população.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






