Ricardo Lewandowski pede demissão do Ministério da Justiça e deixa governo Lula
Lewandowski passou a chefiar o ministério em fevereiro do ano passado, logo após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Foto: divulgação
Notícias do Brasil – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve se desligar oficialmente do cargo ainda hoje. A saída ocorre pouco mais de um ano após ele assumir o comando da pasta.
“Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026“, diz a carta.
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A exoneração de Lewandowski será publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9/1).
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Lewandowski passou a chefiar o ministério em fevereiro do ano passado, logo após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). Até agora, o Palácio do Planalto não anunciou quem ocupará o posto de forma definitiva. Enquanto isso, a condução da pasta ficará de maneira interina com o secretário-executivo Manoel Almeida.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública é responsável por áreas estratégicas do governo federal e coordena órgãos como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional de Segurança Pública, acionada em situações de crise ou para reforçar ações nos estados.
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A saída abre uma disputa imediata no coração do Planalto, e um nome desponta com vantagem: Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras.
Cotado preferencial e com currículo dentro do Planalto
Wellington César não é estranho ao governo — pelo contrário. Ele atuou como secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no início do mandato, cargo estratégico responsável por analisar e assinar decretos, portarias e peças normativas enviadas ao Diário Oficial.
Deixou o posto meses depois para assumir a área jurídica da Petrobras, movimento visto como temporário nos bastidores.
Agora, com a cadeira da Justiça vaga, Wellington reaparece com força, visto como um perfil técnico, discreto e já alinhado ao entorno presidencial — dois requisitos desejados num ambiente que tem convivido com crises e investigações de grande impacto político.
Com Lewandowski fora e Lula precisando recompor o time, a expectativa é que o anúncio oficial venha rápido.
E tudo indica que Wellington César está a um passo do comando da Justiça.
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