Roberto Justus se pronuncia após PF revelar Banco Master como sócio em sua empresa
Operação Carbono Oculto revelou participação indireta do Banco Master e do BRB em fundo ligado à Steelcorp, empresa comandada pelo empresário.
- Foto: Reprodução
Resumo
Roberto Justus afirmou ter sido surpreendido ao descobrir que Banco Master e BRB figuravam como sócios ocultos da Steelcorp. A revelação surgiu na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, e reacendeu críticas às regras que permitem anonimato de cotistas em fundos de investimento.
Notícias do Brasil – O empresário Roberto Justus afirmou ter sido surpreendido com a informação de que sua empresa, a Steelcorp, possuía como sócios ocultos o Banco Master e o BRB. A revelação veio à tona durante a Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar estruturas societárias com controle dissimulado.
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Justus é CEO da Steelcorp, empresa voltada à construção de casas modulares, que mantinha há pouco mais de dois anos uma parceria com um fundo de investimento cujos cotistas eram mantidos sob sigilo. Segundo o empresário, até então não havia conhecimento de que instituições financeiras estariam por trás da composição societária.
Fundo com cotista sigiloso
Antes das revelações, Roberto Justus acreditava que a gestora Reag tinha participação mínima na companhia. Para ele, João Carlos Falbo Mansur era o representante oficial do fundo no conselho de administração da Steelcorp, atuando como interlocutor direto nas decisões estratégicas.
A surpresa veio após a análise de documentos oficiais obtidos no curso da investigação. Registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo indicam que a Reag nunca teve cotas diretas na sociedade da construtora comandada por Justus.
Estrutura societária revelada
De acordo com os documentos arquivados na Jucesp, o controle societário da Steelcorp está formalmente dividido entre Roberto Justus, a Potenza Empreendimentos e o fundo SH. Esse fundo, por sua vez, tem como único cotista o Banco Master, o que caracteriza a participação indireta da instituição financeira no negócio.
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A investigação também apontou a presença do BRB na estrutura de investimentos ligada ao fundo, ampliando o alcance das revelações trazidas pela Operação Carbono Oculto.
Críticas às regras da CVM
Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, Roberto Justus criticou duramente as normas da Comissão de Valores Mobiliários que permitem o anonimato de cotistas em fundos de investimento. Segundo ele, a falta de transparência dificulta a gestão e expõe empresários a riscos inesperados.
“É um erro [não divulgarem os nomes]. Nunca entendi por que não podia saber quem eram os cotistas do fundo”, afirmou Justus, ao comentar o modelo regulatório adotado no país.
Representação no conselho
O empresário explicou que aceitou a indicação de João Carlos Falbo Mansur para o conselho justamente para ter um interlocutor identificado dentro da estrutura do fundo. “Eu falava: ‘João, eu não quero uma sociedade onde eu não sei com quem falar. Então você vem representar o fundo no meu conselho, pelo menos para eu ter um sócio relevante’”, recordou.
Para Justus, a revelação dos sócios ocultos expôs fragilidades do sistema e reforçou a necessidade de mudanças nas regras de transparência do mercado financeiro. O caso segue sob análise das autoridades no âmbito da Operação Carbono Oculto.
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Declaração de Transparência
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