Ronaldo Caiado se filia ao PSD de Omar Aziz e diz que missão do partido é “derrotar o petismo” em 2026
Governador de Goiás entra no PSD, se coloca como pré-candidato à Presidência e disputa espaço com Ratinho Jr. e Eduardo Leite.
- Foto: Secom/Governo de Goiás
Resumo
Ronaldo Caiado se filia ao PSD, confirma pré-candidatura à Presidência em 2026 e afirma que missão do partido é “derrotar o petismo”, ao lado de Ratinho Jr. e Eduardo Leite.
Notícias do Brasil – Após anunciar sua filiação ao PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira (28) que a principal missão do partido na disputa presidencial de 2026 é “derrotar o petismo”. A declaração reforça o tom de oposição ao governo federal e marca a entrada de Caiado na corrida pelo Palácio do Planalto, em um cenário que também envolve outros dois presidenciáveis da legenda: Ratinho Jr., governador do Paraná, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.
No Amazonas, o partido é comandado pelo senador Omar Aziz é aliado direto do presidente Lula (PT). Inclusive, Lula aposta em alianças estaduais com partidos de centro, como PSD e MDB, para conter o avanço bolsonarista nas eleições.
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Caiado assume discurso de enfrentamento ao PT
Em entrevista à CNN Brasil, Caiado afirmou que a definição do candidato do PSD à Presidência será resultado de uma decisão interna do partido, mas deixou claro que o foco central da legenda será a construção de um projeto capaz de derrotar o PT nas urnas.
“Todos nós somos pré-candidatos e vamos aguardar o resultado dessa comissão para dizer qual vai ser aquele que vai ter essa tão relevante e importante missão de poder derrotar o petismo que já está há quase 20 anos no Brasil e que tanto atraso tem nos trazido”, declarou o governador.
A fala posiciona Caiado como um dos principais nomes do campo conservador e reforça a estratégia do PSD de se consolidar como alternativa nacional ao atual governo.
São 40 anos de mentiras repetidas. O PT prometeu acabar com a fome, governou por quase 20 anos, teve cinco mandatos e fracassou. Em vez de resultados, entregou colapso, escândalos de corrupção e uma cultura que desestimula o trabalho. O Brasil não aguenta mais esse projeto de… pic.twitter.com/MQSlhhv81F
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) January 28, 2026
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Críticas ao governo e discurso de crise institucional
Além do ataque direto ao PT, Caiado adotou um discurso crítico em relação ao momento político e institucional do país. Segundo ele, o desafio não se resume apenas a vencer a eleição, mas também a reconstruir a confiança da população e reorganizar o cenário político nacional.
“O grande desafio não é apenas eleger o próximo presidente da República: é saber quem vai ter essa estatura moral de organizar esse quadro colapsado, essa desordem institucional, que hoje o país vive. A população não tem mais esperança, não sabe mais o que esperar de um governo que só fala de 8 de janeiro e não tem nada de produtivo a não ser escândalos de corrupção e de violência no Brasil”, afirmou.
O discurso aposta em temas como moralidade, estabilidade institucional e combate à corrupção como pilares para atrair eleitores insatisfeitos.
Troca de partido marca novo momento político
Na noite de terça-feira (27), Caiado oficializou sua saída do União Brasil e sua filiação ao PSD, partido comandado por Gilberto Kassab. A mudança encerra uma longa trajetória partidária iniciada no PFL, que posteriormente se tornou DEM e, mais tarde, União Brasil.
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O governador classificou a decisão como um passo estratégico para ampliar sua atuação no debate nacional e se inserir de forma mais competitiva no cenário da eleição presidencial de 2026.
“Momento importante na minha trajetória de vida. Vocês sabem que venho de um partido desde que eu iniciei minha trajetória política, mas busco, neste momento, uma oportunidade para poder também contribuir com a discussão nacional de uma eleição em 2026”, disse Caiado em vídeo divulgado nas redes sociais.
PSD reúne três presidenciáveis e amplia disputa interna
Caiado anunciou sua filiação ao PSD ao lado de Ratinho Jr. e Eduardo Leite, ambos já posicionados como potenciais candidatos ao Planalto. A presença dos três governadores no mesmo partido amplia o peso político da legenda, mas também cria uma disputa interna pela indicação oficial à Presidência.
No vídeo, Caiado destacou o tom de união e afirmou que a escolha do candidato deve priorizar o projeto nacional, e não interesses individuais.
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“Nessa hora, nós estamos tendo aqui, na companhia do meu amigo Ratinho, como também do Eduardo Leite, que já são do PSD, me acolhendo aqui neste momento, para que nós possamos mostrar ao Brasil que este é um gesto de total desprendimento. Aqui não tem um interesse pessoal de cada um”, afirmou.
Discurso de valores e promessa de renovação
O governador de Goiás também buscou associar sua pré-candidatura a valores como caráter, coragem moral e independência intelectual, apresentando-se como um nome capaz de liderar um projeto de “resgate” político.
“Aquele que for escolhido levará essa bandeira de um projeto de esperança e de resgate daquilo que o povo tanto espera: caráter, determinação, honra, coragem moral e também independência intelectual para governar esse país”, declarou.
A estratégia indica uma tentativa de dialogar com o eleitorado que cobra renovação política, firmeza ideológica e respostas mais duras aos problemas econômicos e institucionais.
Cenário para 2026 começa a se desenhar
Com a filiação de Caiado ao PSD e o fortalecimento de nomes como Ratinho Jr. e Eduardo Leite, o tabuleiro eleitoral para 2026 começa a ganhar forma. O partido de Kassab passa a se posicionar como uma das principais forças na oposição ao PT, enquanto articula internamente a escolha de um nome competitivo para a disputa presidencial.
Nos próximos meses, o embate interno no PSD e as movimentações de outros partidos devem intensificar o debate sobre alianças, candidaturas e estratégias para a próxima eleição presidencial no Brasil.
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