Rússia domina mercado de diesel importado pelo Brasil após guerra no Oriente Médio
Com a crise internacional e os impactos sobre o mercado de energia, as importações russas cresceram rapidamente nos últimos meses.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
A Rússia se tornou a principal fornecedora de diesel para o Brasil após a escalada da guerra no Oriente Médio. Dados do governo federal mostram que o combustível russo já representa mais de 80% das importações brasileiras, enquanto o governo anunciou medidas para tentar conter o impacto dos preços no mercado interno.
Notícias do Brasil – O Brasil ampliou significativamente as importações de diesel da Rússia desde o agravamento da guerra no Oriente Médio, consolidando o país europeu como principal fornecedor do combustível ao mercado brasileiro.
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Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, apontam que as compras externas de diesel somaram US$ 1,76 bilhão entre março e abril. Desse total, cerca de US$ 1,43 bilhão vieram da Rússia, o equivalente a mais de 81% das importações brasileiras do produto.
Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar entre os fornecedores, mas com participação bem menor no mercado.
Dependência do diesel russo aumentou em abril
Os números mostram que a participação russa avançou ainda mais em abril. Somente naquele mês, o Brasil comprou aproximadamente US$ 924 milhões em diesel da Rússia, representando quase 90% de todas as importações do combustível.
Antes da intensificação do conflito no Oriente Médio, o Brasil ainda mantinha parte relevante das compras vindas de países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Com a crise internacional e os impactos sobre o mercado de energia, as importações russas cresceram rapidamente nos últimos meses.
Governo anunciou medidas para reduzir impacto nos preços
Diante da alta do diesel no mercado nacional, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma série de medidas para tentar conter o avanço dos preços.
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Entre as ações anunciadas está a liberação de R$ 10 bilhões em subsídios para importação e comercialização do combustível.
Além disso, o governo federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, medida que, segundo estimativas oficiais, pode reduzir o preço em cerca de R$ 0,32 por litro nas refinarias.
Estados aderem à redução do ICMS
Outra iniciativa apresentada pelo governo foi um programa para incentivar os estados a reduzirem o ICMS sobre o diesel importado.
A expectativa oficial é de redução de até R$ 1,20 por litro ao consumidor final, com custos compartilhados entre União e estados.
Segundo o governo, apenas Rondônia não aderiu ao acordo nacional.
Também foi anunciada uma subvenção extra para o diesel produzido no Brasil, com o objetivo de ampliar a competitividade do combustível nacional frente ao produto importado.
A equipe econômica argumenta que parte das perdas de arrecadação com a redução de impostos será compensada pelo aumento das receitas ligadas aos royalties do petróleo, impulsionadas pela valorização internacional do barril após o conflito no Oriente Médio.
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