Saiba quem é Alessandro Stefanutto preso em operação da PF sobre fraudes no INSS
Stefanutto foi exonerado do comando do INSS em abril, após fraudes serem descobertas.
- Foto: © Lula Marques/ Agência Braasil.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (13), o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, em uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A ofensiva investiga um esquema nacional de fraudes em aposentadorias e pensões, envolvendo descontos associativos não autorizados que teriam lesado milhares de beneficiários em todo o país.
De acordo com a PF, agentes cumprem 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares, em 15 estados brasileiros. Stefanutto, que foi exonerado do cargo em abril, é apontado como uma das figuras centrais na investigação.
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A Operação Sem Desconto revelou que entidades e associações vinham realizando cobranças mensais indevidas diretamente sobre os benefícios previdenciários, sem consentimento dos aposentados e pensionistas. O esquema, segundo estimativas preliminares, teria movimentado valores bilionários, envolvendo servidores públicos, intermediários e dirigentes de entidades privadas.
Os cumprimentos atingem os estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.
“Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, disse a Polícia Federal.
De chefe do INSS a alvo da PF
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Procurador federal de carreira, Alessandro Stefanutto comandou o INSS até abril de 2025, quando foi afastado após as primeiras denúncias da operação. Em outubro, ele prestou depoimento à CPMI do INSS, em uma sessão marcada por discussões e acusações cruzadas. Na ocasião, defendeu-se das suspeitas e afirmou ter tomado “todas as medidas cabíveis” enquanto estava no cargo, embora tenha reconhecido que talvez suas ações “não tenham atendido o que a CGU queria”.
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Formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Stefanutto é pós-graduado em Gestão de Projetos e Mediação e Arbitragem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele também é mestre em Gestão e Sistemas de Seguridade Social pela Universidade de Alcalá, na Espanha. Antes de chegar à presidência do INSS, atuou como Procurador-Geral do instituto, entre 2011 e 2017, além de ter passado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, Receita Federal e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
Defesa reage e fala em prisão ilegal
Em nota, a defesa de Stefanutto afirmou que a prisão é “completamente ilegal”, argumentando que o ex-presidente do INSS colaborou com todas as investigações desde o início e não apresentou risco ao processo. “Stefanutto não praticou nenhum ato que justificasse uma medida tão extrema. Ele está à disposição da Justiça e confia que a verdade prevalecerá”, diz o comunicado.
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