Saiba quem é o miliciano cujo assassinato provocou o incêndio de 35 ônibus no Rio de Janeiro
Matheus da Silva Resende, conhecido pelos apelidos de Faustão e Teteus, era o “senhor da guerra” da milícia liderada por seu tio.

Foto: Reprodução
A tarde de pânico na zona oeste do Rio nesta segunda-feira, 23, quando ao menos 35 ônibus e um trem foram incendiados, foi uma resposta do principal grupo miliciano carioca à morte de Matheus da Silva Resende, conhecido pelos apelidos de Faustão e Teteus, segundo a polícia.
Ele faleceu durante confronto com agentes da polícia civil ocorrido pela manhã em uma favela dominada por essa milícia na região oeste do Rio. Resende era sobrinho do líder da quadrilha e segundo na hierarquia do grupo criminoso.
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Aos 24 anos, Resende era o “senhor da guerra” da milícia liderada por seu tio, Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, segundo afirmou nesta segunda-feira o governador do Rio, Cláudio Castro (PL). “(Resende) Era o responsável pela união entre tráfico e milícia, fazendo as narcomilícias”, disse.
Castro declarou também que a polícia “não vai sossegar” enquanto não prender os três maiores milicianos do Rio, conhecidos pelos apelidos de Zinho, Tandera e Abelha.
A milícia de Zinho atua em três bairros da região oeste (Santa Cruz, Campo Grande e Paciência) e, segundo estimativa da polícia, arrecada de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões por mês, com extorsões por fornecer suposta segurança privada a moradores e comerciantes e vender botijões de gás, sinal de internet e até garrafões de água.
A Polícia Civil acredita que o miliciano estava sendo treinado para substituir o líder da quadrilha, seu tio Zinho – que, por sua vez, assumiu o comando do grupo criminoso em decorrência da morte do irmão, Wellington da Silva Braga, o Ecko, em 2021. Resende era o responsável pelas ações armadas da milícia. Foragido, era um dos criminosos incluídos no Portal dos Procurados, do Disque Denúncia.
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Em setembro, Resende foi um dos seis indiciados à Justiça pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) como responsáveis pelo assassinato do ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, ocorrido em agosto de 2022 na região oeste do Rio. Ex-policial civil, Jerominho foi preso em 2007 acusado de fundar a Liga da Justiça, a quadrilha de milicianos hoje comandada por Zinho. Condenado, passou 11 anos detido.
De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio, Jerominho tinha planos de retomar o controle da milícia e, por isso, foi assassinado pelos comparsas de Zinho, incluindo o sobrinho morto nessa segunda-feira.

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Pânico na zona oeste
Depois da morte de Resende, ônibus começaram a ser atacados e incendiados. Segundo o sindicato das empresas de ônibus, esse já é o maior ataque a ônibus da história do Rio. São 20 de linhas municipais, cinco do BRT e dez avulsos, de fretamento.
Pneus também foram incendiados e veículos atravessados em vias expressas da cidade. Pelo menos 32 escolas interromperam as aulas em função dos ataques.
Os 12 homens detidos por suspeita de participação nos ataques aos ônibus na cidade serão mandados para outros Estados, em presídios federais, por praticarem “ações terroristas”, segundo o governador.
Estadão Conteúdo

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