Saiba quem era a musa do crime ‘Japinha do CV’ morta com tiro no rosto em megaoperação no Rio de Janeiro
A mulher foi atingida por disparo de fuzil durante confronto em megaoperação.
- Foto: reprodução
Uma mulher conhecida como ‘Japinha do CV’, ‘Penélope Charmosa’ e ‘musa do crime’, morreu na última terça-feira (28) atingida por um disparo de fuzil no rosto durante confronto com policiais durante a megaoperação das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela é apontada como uma das principais combatentes do Comando Vermelho (CV).
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Segundo a polícia, Penélope integrava o núcleo de confiança dos chefes locais do Comando Vermelho e atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos estratégicos de venda de drogas. Ela era apontada como uma das principais seguranças de Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca da Penha, um dos líderes da facção criminosa. Além de atuar em áreas de mata, Penélope também trabalhava diretamente na segurança de pontos de venda de entorpecentes.
“Bem cruel” e temida até pelos aliados
Agentes que conheciam a “Japinha do CV” relataram que ela era considerada “bem cruel”, acionada para intimidar rivais ou dar “lições” dentro da organização. Durante o confronto com a polícia, Penélope estava equipada com roupa camuflada, colete tático e compartimentos para carregadores de fuzil, reforçando sua função estratégica dentro da facção.
O corpo da mulher foi localizado próximo a um dos acessos principais da comunidade, após horas de intenso tiroteio. De acordo com relatos da Polícia Civil, ela resistiu à abordagem, disparando contra os agentes, sendo atingida fatalmente. Antes de sua morte, Penélope havia ganhado notoriedade nas redes sociais, publicando fotos ostentando armas e vestindo roupas militares. Essas imagens circularam amplamente, consolidando sua fama de “musa do crime”, associada à estética de poder e glamour dentro da estrutura do CV.
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Operação mais letal da história do Rio
A operação, denominada Operação Contenção, foi a maior e mais letal já registrada no estado do Rio de Janeiro. Participaram cerca de 2,5 mil agentes das Polícias Civil e Militar, com apoio de unidades especiais. Segundo o governo estadual, a ação resultou em 121 mortes — quatro delas de policiais — e teve como objetivo conter a expansão territorial do Comando Vermelho e desarticular suas bases logísticas nos complexos do Alemão e da Penha.
O objetivo da operação era conter o avanço do Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão, sendo 30 expedidos pelo estado do Pará, parceiro na operação.
O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, considerado o principal chefe solto do Comando Vermelho não foi preso. O secretário Victor Santos diz que, apesar disso, a operação foi um sucesso, prendendo 113 pessoas. Ele destaca que, entre as apreensões, estão HDs que podem levar às formas de lavagem de dinheiro e contribuir para as investigações policiais.
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