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Secretário de Justiça cai após pedir tratamento especial na cadeia a sobrinho do governador Wanderlei Barbosa

O desligamento do secretário de Justiça ocorreu “a pedido”, segundo a portaria publicada no Diário Oficial.

16/05/2025 às 05:00

  • O advogado Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador do Tocantins, foi preso em março por suspeita de vazar informações sigilosas do STJ relacionadas a contratos do governo estadual.
  • O secretário de Cidadania e Justiça do Estado, Deusiano Pereira de Amorim, foi exonerado após solicitar tratamento especial para Thiago, pedindo sua transferência para uma sala privada, o que foi negado pelo STF.
  • O governador Wanderlei Barbosa nega ter recebido informações privilegiadas e afirma que sua defesa teve acesso regular ao inquérito, atribuindo eventuais desdobramentos exclusivamente aos investigados.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Brasil – Preso em março passado em um desdobramento da Operação Sisamnes, que investiga o comércio de decisões e informações de processos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o advogado Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador do Tocantins Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi o pivô da queda do secretário de Cidadania e Justiça do Estado, Deusiano Pereira de Amorim.

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A exoneração de Deusiano foi publicada nesta quarta-feira, 14, após ele ter solicitado tratamento especial para o sobrinho do governador. O secretário defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência do advogado para uma sala privada no Comando-Geral da Polícia Militar. Carvalho está preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas.

O desligamento do secretário de Justiça ocorreu “a pedido”, segundo a portaria publicada no Diário Oficial. Procurado, o governo não comentou o motivo da exoneração.

Em ofício ao STF, no mês passado, o então secretário pediu autorização do ministro Cristiano Zanin para transferir o advogado alegando que a presença dele no presídio comum gerava risco de motins, “com possíveis consequências para sua própria segurança e resvalando no desequilíbrio da ordem e integridade dentro do sistema prisional”. A iniciativa não surtiu efeitos. O pedido foi rejeitado pelo ministro.

O sobrinho do governador foi preso depois que a Polícia Federal teve acesso a uma conversa em que ele afirma que vazou um inquérito sigiloso ao tio. Wanderlei Barbosa nega ter recebido informações privilegiadas.

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Em diálogo com o desembargador Helvécio de Brito Maia Oliveira, do Tribunal de Justiça do Tocantins, em junho de 2024, o advogado afirma que teve acesso ao inquérito nº 1650, autuado no Superior Tribunal de Justiça um ano antes, por meio de “pessoas que têm ligações fortíssimas no STJ”.

A investigação, segundo Thiago, teria relação com contratos para a compra de cestas básicas e envolveria o acordo de colaboração premiada de um dos fornecedores do governo do Tocantins. Thiago afirma que foi a Brasília para conseguir uma cópia da investigação e que compartilhou o material com o governador para “ajudar” e “tomar alguma providência se for necessária”.

“Eu estive em Brasília, eu fui exclusivamente pra ver esse inquérito. No que eu vi esse inquérito, consegui o acesso a ele, voltei, mostrei pra tio Wanderlei. Falei: ‘Tio Wanderlei, deixa eu te explicar um negócio, quando a gente fala as coisas para o senhor, quando a gente tá mostrando as coisas pra o senhor, a gente tem é o interesse de ajudar, não é de passar nenhum medo, é pra tomar alguma providência se for necessária’.”

O advogado afirma ainda que Wanderlei Barbosa passou a “cuidar” do assunto. “Moral da história, ele agora está passando a cuidar disso, agora está assim. De vez em quando até manda umas mensagens, ele está vindo de Portugal, disse que quer conversar comigo. Eu acredito que seja sobre isso, ele quer que eu pegue mais algumas informações.”

O governador alega que sua defesa teve acesso regular ao inquérito mencionado nas mensagens. Quando o sobrinho foi preso, ele afirmou que “eventuais desdobramentos são de exclusiva responsabilidade dos investigados, não cabendo qualquer tentativa de vinculação ao governador por atos individuais de terceiros”.

Estadão Conteúdo

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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Jorge Tertuliano

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