Sem mais cortes de gastos, governo tem risco de ‘paralisia’ já em 2027
De acordo com o estudo, a situação fiscal do país é alarmante, especialmente quando se observa a evolução dos gastos.
- Estudo da Câmara dos Deputados alerta que, sem novas medidas para conter gastos, o próximo presidente do Brasil enfrentará uma situação econômica crítica em 2027.
- Gastos obrigatórios, como aposentadorias e folha de pagamento de servidores, continuam crescendo e devem limitar ainda mais o orçamento para despesas discricionárias, como infraestrutura e pesquisa.
- Até 2027, o espaço para gastos discricionários pode cair para apenas R$ 29,6 bilhões, enquanto áreas como previdência social, folha de pagamento e emendas parlamentares seguem pressionando o orçamento.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: divulgação
Notícias do Brasil – Se o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não adotar novas medidas para conter os gastos públicos, o próximo presidente do Brasil, que assumirá em 2027, poderá enfrentar um cenário econômico crítico logo no primeiro ano de mandato. A análise é parte de um estudo elaborado pelo Núcleo de Economia e Assuntos Fiscais da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conof) da Câmara dos Deputados, com a assinatura dos analistas Dayson Pere
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De acordo com o estudo, a situação fiscal do país é alarmante, especialmente quando se observa a evolução dos gastos discricionários — aqueles não obrigatórios, como investimentos em áreas como infraestrutura e pesquisa. “A situação discricionária do orçamento federal já pode ser avaliada como crítica, especialmente a partir de
Embora o presidente Lula tenha defendido a continuidade de uma política fiscal responsável, o governo já enfrentou um crescimento acelerado das despesas obrigatórias. Estes gastos, como aposentadorias, assistência social, folha de pagamento de servidores, seguro-desemprego e abono salarial, são projetados para continuar aumentando ao longo dos próximos anos. Somente as despesas previdenciárias, por exemplo, deverão superar R$ 1 trilhão em 2025. Com isso, a margem de manobra para o governo reduzir seus gastos discricionários diminuirá, gerando despesas para os próximos governantes.
A pressão crescente sobre os gastos obrigatórios está sendo acompanhada pela escassez de recursos para áreas como defesa agropecuária, bolsas de pesquisa, fiscalização ambiental e investimentos em infraestrutura. A Consultoria da Câmara estima que, até 2027, o espaço disponível para os gastos discricionários será de apenas R$ 29,6 bilhões.
Entre as áreas que podem passar por uma revisão para redução dos gastos obrigatórios estão:
– Previdência Social: aposentadorias e assistência, estimados em mais de R$ 1 trilhão em 2025;
– Folha de pagamento dos servidores: R$ 413 bilhões neste ano;
– Seguro-desemprego e abono salarial;
– Reserva para emendas obrigatórias: R$ 38 bilhões, que podem chegar a cerca de R$ 50 bilhões com a inclusão das emendas de comissão.
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