Senacon abre processo administrativo contra a 123milhas
A empresa terá o prazo de 20 dias para apresentar sua defesa.

Foto: Juca Varella/Agência Brasil
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, abriu um processo administrativo contra a empresa 123milhas, com base em indícios de infrações à legislação relacionadas à quebra sistemática de contratos. A informação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira, 19. Procurada, a 123milhas afirmou que “esse procedimento já estava instaurado como investigação preliminar” e que está colaborando com a Senacon.
A empresa terá o prazo de 20 dias para apresentar sua defesa.
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“Nessa fase do procedimento, a empresa seguirá contribuindo para o esclarecimento dos fatos e integrando todos os órgãos de controle na solução dos débitos que se encontram listados na Recuperação Judicial”, afirmou, em nota, a 123milhas.
De acordo com a Senacon, a decisão de abrir o processo visa esclarecer os fatos e determinar se a empresa violou o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
A secretaria também determinou o envio de uma cópia da decisão aos órgãos e entidades que fazem parte do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, para que tenham conhecimento e tomem as medidas necessárias.
“A Senacon tem atuado firmemente, dentro de suas competências, em atenção ao direito dos consumidores e das consumidoras, apurando a responsabilidade da empresa 123 Milhas. A empresa já havia sido notificada para prestar informações sobre a suspensão dos pacotes promocionais, e, agora, deverá prestar esclarecimentos sobre as repetidas falhas na prestação de serviços”, afirmou em nota o secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous.
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A 123milhas anunciou em agosto a suspensão de pacotes de viagens de sua linha “Promo”, mais barata, que já tinham sido pagos pelos clientes, oferecendo somente a opção de reembolso em vouchers – ou seja, cupons para uso na própria empresa.
No fim do mesmo mês, a Justiça de Minas Gerais aceitou o pedido de recuperação judicial da 123 Milhas, mas ele foi suspenso provisoriamente, após o Banco do Brasil entrar com um recurso. O banco alegou que a empresa não apresentou todos os documentos exigidos para viabilizar o processamento da recuperação judicial
Em setembro, a Justiça estendeu a recuperação judicial da 123milhas a Maxmilhas e a Lance Hotéis, outras empresas do grupo econômico. Juntas, as empresas devem mais de R$ 2,5 bilhões a credores.
Já neste mês, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras recomendou o indiciamento de 45 pessoas, incluindo oito sócios da 123milhas.
A empresa negou que tenha atuado como pirâmide financeira.
Estadão Conteúdo

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