A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Brasil

Senado acelera nova lei sobre impeachment de ministros do STF após decisão de Gilmar Mendes

A proposta em debate é um projeto de 2023, apresentado pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Por Jonas Souza

05/12/2025 às 19:49

Notícias do Brasil  – O Senado Federal prepara uma ofensiva legislativa para responder à recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou mais rígidas as regras para abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte. A iniciativa mira atualizar a Lei do Impeachment, de 1950, e restabelecer prerrogativas que parlamentares afirmam ter sido “usurpadas” pela decisão do ministro.

Leia mais: Trump é flagrado dançando YMCA no sorteio da Copa do Mundo 2026 e vira meme nas redes sociais

PUBLICIDADE

A proposta em debate é um projeto de 2023, apresentado pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O texto foi elaborado a partir de minuta construída por uma equipe liderada por Ricardo Lewandowski — hoje ministro da Justiça. Após discussões iniciais, a matéria ficou parada desde agosto daquele ano, mas deve voltar à pauta ainda antes do recesso parlamentar.

Segundo integrantes da cúpula do Senado, o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já pediu ao relator Weverton Rocha (PDT-MA) a apresentação do parecer. A expectativa é que o projeto seja votado na CCJ já na próxima semana.

Mudanças polêmicas na nova lei

O texto enfrenta resistências por incluir pontos controversos, como:

  • prazo para que o presidente da Câmara decida se aceita ou não denúncia contra o presidente da República;

  • ampliação das autoridades sujeitas a crime de responsabilidade (juízes, desembargadores e membros do Ministério Público);

  • autorização para que partidos políticos, sindicatos e a OAB apresentem denúncias contra autoridades.

Para senadores, a alternativa legislativa deve impedir o avanço da PEC da oposição que permitiria a qualquer cidadão protocolar pedidos de impeachment contra ministros do STF — mecanismo barrado por Gilmar Mendes.

O que motivou a reação

A decisão de Gilmar declarou inconstitucional parte da Lei do Impeachment e:

  • retirou dos cidadãos o direito de pedir impeachment de ministros;

  • atribuiu exclusivamente ao procurador-geral da República (PGR) essa prerrogativa;

  • elevou o quórum para afastamento dos ministros para dois terços do Senado, o mesmo exigido para afastar o presidente da República.

As falas do ministro, que justificou a medida afirmando haver campanhas eleitorais prometendo “caçar ministros do STF”, geraram forte reação no Congresso.

PUBLICIDADE

Divergência política

O ministro Flávio Dino apoiou o entendimento de Gilmar Mendes, afirmando que o elevado número de pedidos contra Alexandre de Moraes demonstra “perseguição” e não fundamentos jurídicos consistentes. Já parlamentares da oposição consideraram as falas “desastrosas”.

Poucos governistas saíram em defesa do ministro. Entre eles, Lindbergh Farias (PT-RJ), que afirmou que o impeachment “não pode virar mecanismo de intimidação contra o Judiciário”.

Dentro do governo Lula, auxiliares avaliam que o debate pode ajudar a recompor a relação entre o Planalto e o Senado, desgastada após a indicação de Jorge Messias ao STF — decisão que contrariou preferências internas da Casa.

Clima tenso entre Poderes

A situação se agravou após declarações de Lula criticando o volume de emendas parlamentares:

“O fato de o Congresso sequestrar 50% do Orçamento é um grave erro histórico.”

A fala gerou irritação imediata entre deputados e senadores, que cobraram explicações de Lula por meio de intermediários.

Enquanto isso, o governo tenta manter articulações com Alcolumbre, inclusive com agendas em conjunto, como a viagem do ministro Alexandre Padilha ao Amapá nesta sexta (5) para anúncio de novos programas federais.

Embora a votação do novo ministro do STF deva ficar para 2026, o Congresso sinaliza que pretende agir rapidamente na legislação sobre impeachment — numa clara tentativa de retomar protagonismo após a decisão de Gilmar Mendes.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo é um Universo Paralelo que incessantemente pede permissão para fixar-se no terreno dos saberes.

JESUS,D.F

Últimas notícias

Polícia

Homem é encontrado morto em área de mata com sinais de violência extrema na Zona Norte de Manaus

Corpo foi localizado por moradores na zona norte de Manaus; vítima ainda não foi identificada.

há 5 minutos

Brasil

PF mira banco ligado a Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões em operação contra fraude bilionária

Operação Miragem investiga manipulação de balanços e suposta ocultação de crise financeira em instituição bancária.

há 15 minutos

Amazonas

Crianças menores de 10 anos estão proibidas de entrar nas galeras do Festival de Parintins

Justiça estabelece regras para acesso de menores ao Bumbódromo, ensaios e eventos dos bois Caprichoso e Garantido.

há 20 minutos

Esporte

Haaland marca dois, Noruega vence Senegal e garante vaga nas oitavas da Copa do Mundo 2026

Atacante do Manchester City lidera vitória por 3 a 2 em jogo movimentado nos Estados Unidos; noruegueses asseguram classificação antecipada

há 4 horas

Mundo

Petro denuncia suposta fraude eleitoral e pede apuração de mais de 57 mil reclamações na Colômbia

Presidente colombiano questiona integridade da pré-contagem dos votos, enquanto campanha governista aguarda resultado oficial do escrutínio

há 5 horas