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Senado aprova criação de cadastro nacional de condenados por violência contra mulheres

Banco de dados reunirá informações de agressores em todo o país e aguarda sanção presidencial.

Por Natan AMPOST

01/05/2026 às 22:18 - Atualizado em 19/06/2026 às 08:52

Resumo


O Senado aprovou a criação de um cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher. O banco de dados reunirá informações de agressores e será acessado por forças de segurança em todo o Brasil.

Notícias do Brasil – Pessoas condenadas definitivamente por crimes de violência contra a mulher passarão a integrar um banco de dados nacional compartilhado entre forças de segurança pública de todo o país. A medida foi aprovada pelo Senado na última terça-feira (28), por meio do Projeto de Lei 1.099/2024, e segue agora para sanção presidencial.

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O que prevê o novo cadastro

O chamado Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher reunirá informações detalhadas dos agressores, incluindo nome completo, documentos pessoais, fotografia, impressões digitais e endereço. O sistema será gerido em âmbito federal, mas com acesso permitido a órgãos de segurança da União e dos estados.

De acordo com o texto aprovado, os dados permanecerão disponíveis enquanto durar o cumprimento da pena ou por até três anos, nos casos em que a condenação tiver prazo inferior. Já as informações das vítimas serão mantidas sob sigilo, como forma de proteção.

Integração com sistemas já existentes

A proposta prevê integração com bases de dados já existentes, como o Cadastro Nacional de Violência Doméstica, ampliando a capacidade de troca de informações entre instituições. A expectativa é que a centralização dos dados facilite a atuação policial e judicial, principalmente na prevenção de novos crimes.

Atualmente, informações sobre condenados por esse tipo de crime estão dispersas em diferentes sistemas, o que, segundo parlamentares, dificulta o monitoramento e a aplicação de medidas protetivas.

Crimes que entram no cadastro

Serão incluídas no banco de dados pessoas condenadas com trânsito em julgado por uma série de crimes relacionados à violência de gênero. Entre eles estão:

  • Feminicídio
  • Estupro (inclusive de vulnerável)
  • Assédio e importunação sexual
  • Lesão corporal
  • Perseguição
  • Violência psicológica
  • Violação sexual mediante fraude
  • Registro não autorizado da intimidade sexual

A inclusão ocorre apenas após o esgotamento de todos os recursos judiciais, garantindo segurança jurídica ao processo.

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Justificativa e impacto esperado

Relatora da proposta, a senadora Professora Dorinha Seabra destacou que a iniciativa busca organizar informações atualmente dispersas e tornar mais eficiente o combate à violência contra a mulher.

Segundo ela, o cadastro poderá subsidiar políticas públicas preventivas e aprimorar mecanismos de proteção às vítimas. A centralização dos dados também deve contribuir para o acompanhamento mais rigoroso de condenados.

“A organização dessas informações permite maior efetividade na execução penal e no monitoramento dos infratores”, apontou durante a tramitação.

Origem do projeto

O texto teve origem na Câmara dos Deputados, de autoria da deputada Silvye Alves. A parlamentar defendeu o cadastro como uma ferramenta adicional de proteção para mulheres e seus filhos.

A proposta foi mantida sem alterações relevantes durante a análise no Senado, o que acelerou sua tramitação final.

Próximos passos

Com a aprovação no Congresso, o projeto segue para sanção do presidente da República. Caso seja sancionado, caberá ao governo federal regulamentar o funcionamento do sistema e definir prazos para sua implementação.

A expectativa é que o cadastro passe a operar como um instrumento estratégico no enfrentamento à violência de gênero, ampliando a capacidade de resposta das autoridades e fortalecendo políticas públicas de proteção.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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