Senado gasta R$ 47 milhões em aluguel de SUVs de luxo com teto solar para parlamentares
O contrato prevê um gasto mensal de R$ 796,5 mil, contra os R$ 377,8 mil mensais pagos anteriormente.
- Bremo Esaki /Metrópoles
Notícias do Brasil – O Senado Federal passou a alugar 79 carros SUV de luxo — modelo GM Equinox 2025, com teto solar, conectividade avançada e motor turbo — além de uma van adaptada para pessoa com deficiência. O novo contrato, firmado com a empresa Quality Aluguel de Veículos S/A, custará R$ 47,7 milhões ao longo de cinco anos, valor mais que o dobro do acordo anterior.
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O contrato prevê um gasto mensal de R$ 796,5 mil, contra os R$ 377,8 mil mensais pagos anteriormente. Os veículos já estão em uso e circulam pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O Senado optou por substituir os antigos modelos sedãs — Toyota Corolla e Nissan Sentra — pelos SUVs de luxo, sob a justificativa de oferecer maior segurança e conforto aos parlamentares.
Detalhes do contrato
De acordo com o documento oficial, o novo contrato prevê 79 SUVs Equinox Activ Turbo ou RS 2025, ambos com 177 cv de potência, além de uma minivan adaptada JAC T8. Caso fossem comprados, os veículos custariam entre R$ 242 mil e R$ 287 mil cada.
A empresa contratada é responsável por combustível, manutenção, seguros, impostos, lavagens e licenciamento, sem incluir serviço de motorista. O contrato também permite renovação da frota a cada dois anos e meio e pode ser prorrogado por até 10 anos.
O Senado afirma que a locação é mais vantajosa que a compra direta dos veículos, citando benefícios como previsibilidade de custos, manutenção inclusa, frota moderna e flexibilidade contratual.
“A locação garante veículos mais modernos, seguros e eficientes, além de reduzir custos indiretos com manutenção e combustível”, diz nota oficial da Casa.
A justificativa ainda menciona “segurança institucional”, destacando que SUVs oferecem melhor visibilidade, resistência e capacidade de manobra evasiva em eventuais situações de risco.
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Quem tem direito aos veículos
As normas internas do Senado limitam o uso dos carros oficiais a senadores, ao diretor-geral e ao secretário-geral da Mesa Diretora. O deslocamento é restrito ao Distrito Federal e Entorno, e os veículos não podem ser usados em fins de semana ou feriados, salvo exceções autorizadas.
Cinco parlamentares abriram mão do benefício: Confúcio Moura (MDB-RO), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Eduardo Girão (Novo-CE), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Cleitinho (Republicanos-MG).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem direito a dois veículos Toyota SW4 SRX 23/24 com blindagem e sete lugares, alugados por R$ 719,6 mil durante dois anos e meio — o equivalente a R$ 30 mil mensais.
Comparativo com o contrato anterior
Contrato atual (2025): R$ 47,7 milhões por 5 anos
Contrato anterior (2023): R$ 11,3 milhões por 2 anos e meio
Valor mensal atual: R$ 796,5 mil
Valor mensal anterior: R$ 377,8 mil
Ambos os contratos foram firmados com a mesma empresa, a Quality Aluguel de Veículos S/A, que também prestou serviço anterior.
Outros casos de luxo no poder público
O caso do Senado não é isolado. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também foi alvo de críticas após a compra de 30 carros de luxo da marca Lexus, modelo ES 300H híbrido, por R$ 10,3 milhões — cerca de R$ 346 mil cada.
Anteriormente, o TST havia sido criticado por gastar R$ 1,5 milhão na instalação de uma sala VIP exclusiva para ministros no Aeroporto Internacional de Brasília.
Com os novos contratos de veículos de alto padrão, cresce o debate sobre gastos públicos, privilégios e transparência no uso do dinheiro público por instituições federais.
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