Senador Rogério Marinho também vai ao CNJ contra juízes de Moraes
O CNJ agora deverá analisar o pedido e determinar se as ações dos juízes justificam uma investigação disciplinar.
O senador licenciado Rogério Marinho (PL-RN) protocolou um pedido de investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na última quinta-feira (22) contra os juízes que atuam com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho solicita uma apuração disciplinar sobre os magistrados Airton Vieira e Marco Antônio Vargas, que trabalham com Moraes no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respectivamente.
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O pedido de Marinho se baseia em mensagens trocadas entre Vieira, Vargas e Eduardo Tagliaferro, chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE. As conversas, reveladas pela Folha de S.Paulo desde 13 de agosto, sugerem que os juízes estavam envolvidos em práticas questionáveis para manipular investigações e provas, possivelmente a mando de Moraes. Segundo Marinho, as mensagens indicam que Vieira e Vargas discutiram formas de incluir a Revista Oeste no inquérito das fake news e desmonetizar seu canal no YouTube, o que o senador considera um abuso de poder.
“Esses dois que combinavam essa forma pouco ortodoxa de produção de provas, segundo eles, a mando de Moraes”, afirmou Marinho. “Eu gostaria que o CNJ investigasse esse claro abuso de poder, de usar a máquina judiciária para perseguir adversários políticos.”
A denúncia também menciona o caso do ex-deputado paranaense Homero Marchese, que teve suas redes sociais bloqueadas com base em relatórios informais do TSE. Marinho questiona, em seu perfil no Twitter/X, se um juiz pode atender ao desejo pessoal de um Ministro do STF para manipular investigações e produzir provas direcionadas contra cidadãos e empresas, especialmente fora do período eleitoral.
O CNJ agora deverá analisar o pedido e determinar se as ações dos juízes justificam uma investigação disciplinar.
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