Senadora Damares apresenta representação criminal e pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes
Paramentar acionou PGR, TCU e Senado alegando conflito de interesses envolvendo contrato milionário ligado ao Banco Master.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou nesta terça-feira (23) uma ofensiva institucional contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa inclui uma representação criminal e um pedido de impeachment encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR), além de uma representação formal ao Tribunal de Contas da União (TCU).
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As medidas têm como base denúncias relacionadas a um contrato estimado em R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Segundo Damares, o acordo teria como finalidade a representação da instituição financeira junto ao Banco Central, o que, na avaliação da senadora, configura potencial conflito de interesses e possível tráfico de influência.
Na representação, a parlamentar cita reportagem da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que relata contatos frequentes entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. De acordo com o texto, fontes ligadas ao BC afirmam que o ministro teria tratado do caso do Banco Master em ao menos quatro ocasiões, demonstrando apoio ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
A estratégia adotada por Damares Alves foi estruturada em três frentes simultâneas. Na PGR, a senadora solicita que o procurador-geral Paulo Gonet apure possíveis crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa. Já no Senado, o pedido de impeachment sustenta que a conduta atribuída ao ministro violaria a Lei 1.079/1950, ao caracterizar comportamento incompatível com a honra, a dignidade e o decoro exigidos do cargo.
Paralelamente, a representação ao TCU solicita a realização de auditoria para verificar eventual favorecimento ou irregularidades administrativas relacionadas aos pagamentos mencionados. A senadora argumenta que, diante dos valores envolvidos, é necessário garantir transparência e apuração rigorosa por parte dos órgãos de controle.
As ações agora aguardam análise da PGR, do TCU e do Senado Federal, que deverão decidir se há elementos suficientes para abertura de investigações ou avanço do pedido de impeachment.
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