Senadora Damares critica Ministério da Saúde por usar termo ‘pessoas que menstruam’: “Mulher é mulher e ponto!”
Parlamentar expressou seu repúdio à substituição do termo “mulheres” por “pessoas que menstruam” no programa de “Dignidade Menstrual”.
- Foto: reprodução
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), utilizou as redes sociais para expressar seu total repúdio ao Ministério da Saúde, comandado pela socióloga Nísia Trindade, devido à adoção da “Ideologia de Gênero”. A crítica foi direcionada especificamente ao vídeo do programa de “Dignidade Menstrual”, no qual o termo “mulheres” foi substituído por “pessoas que menstruam”.
Para os defensores da visão radical da chamada cultura “woke”, que defende a igualdade de gênero e a desconstrução das normas tradicionais de gênero, mulheres trans, que se identificam como homens, devem ser tratadas como homens. Portanto, a suposição de que apenas mulheres biológicas podem menstruar seria considerada uma forma de “transfobia”.
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Damares Alves, em sua manifestação, destacou os avanços na luta contra o preconceito e a discriminação das pessoas transgênero, como leis mais rígidas e a implementação de cotas em vestibulares, concursos e outras políticas públicas. No entanto, a senadora também questionou o direito de ser chamada de mulher.
A substituição do termo “mulheres” por “pessoas que menstruam” no programa de “Dignidade Menstrual” gerou uma série de debates e controvérsias. Enquanto alguns apoiam essa mudança em prol da inclusão das pessoas transgênero, outros criticam essa abordagem como uma imposição da chamada “Ideologia de Gênero”.
Damares Alves, conhecida por suas posições conservadoras, expressou seu repúdio à substituição do termo “mulheres” por “pessoas que menstruam” no programa de “Dignidade Menstrual”. Ela questionou seu próprio direito de ser chamada de mulher, destacando que a adoção da “Ideologia de Gênero” pode levar à negação da própria identidade biológica.
A senadora defende que a luta pelos direitos das pessoas transgênero não deve anular a importância e a necessidade de reconhecer e preservar as características biológicas e específicas das mulheres.
“Entendo que estamos em um novo tempo. Então por que agora querem tirar o meu direito de ser chamada de mulher?
Não será assim que vamos construir uma sociedade plural e com respeito. Destaco que na hora de serem estabelecidas as cotas e as políticas públicas as pessoas trans querem ser chamadas de trans, mas na hora que o tema diz respeito a mulher biológica elas não querem ser chamados de trans?“, questionou a parlamentar.
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Leia texto completo:
Mulher é mulher e ponto!
Gente nós já avançamos muito no Brasil no combate ao preconceito e discriminação às pessoas trans, temos leis mais rígidas, cotas em vestibulares, em concursos e para acesso a outras diversas políticas públicas. Hoje temos treinamentos das forças de segurança e dos agentes públicos para tratamento humanizado para pessoas trans.
Avançamos nas relações trabalhistas e as legislações foram atualizadas, hoje temos tipificação criminal que protege a comunidade. Eu sei que ainda tem muita coisa para ser feita por meios de campanhas e outras iniciativas visando o fim da violência e do preconceito, mas creio que estamos avançado. E eu quero continuar ajudando muito na luta pelo fim do preconceito, como ministra atuei por muitas ações e iniciativas neste sentido. As pessoas trans que convivem comigo no dia-a-dia sabem há quanto tempo trabalho na busca do acolhimento e como amo a comunidade trans.
Entendo que estamos em um novo tempo. Então porque agora querem tirar o meu direito de ser chamada de mulher?
Não será assim que vamos construir uma sociedade plural e com respeito.
Destaco que na hora de serem estabelecidas as cotas e as políticas públicas, os direitos as pessoas trans querem ser chamadas de trans, mas na hora que o tema diz respeito a questões biológicas elas não querem ser chamadas de trans e não aceitam que eu seja chamada de mulher? Esta lógica precisa ser revista, estas ações afirmativas não cabem mais pois só estão causando confusão e desconfortos.
Não tirem de nós o direito de sermos mulheres e mães.
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