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Serial killer de Guarulhos é transferida para Tremembé; investigação aponta quatro assassinatos por envenenamento

A irmã gêmea de Ana, Roberta Cristina Veloso Fernandes, também investigada e apontada pela Polícia Civil como parceira da irmã.

Por Jonas Souza

13/11/2025 às 17:08

Notícias do Brasil  – A universitária Ana Paula Veloso Fernandes, denunciada por quatro homicídios cometidos com uso de veneno, foi transferida para a Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo — unidade conhecida por abrigar presos envolvidos em crimes de grande repercussão nacional. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a mudança, mas não informou a data da chegada.

Leia mais: PF aponta que ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil em propina mensal de esquema da Conafer

A irmã gêmea de Ana, Roberta Cristina Veloso Fernandes, também investigada e apontada pela Polícia Civil como parceira da irmã nos crimes, foi enviada para outro presídio, na zona norte da capital paulista.

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Segundo o advogado Almir da Silva Sobral, que conversou com Ana por videoconferência, a jovem demonstrou forte impacto emocional após ser levada a Tremembé.

“Ela está assustada e, só de ver o semblante dela, percebi que a ficha caiu”, afirmou. O defensor disse ainda que Ana “não tinha consciência do que fez” e reforçou que ela “não confessou nenhum homicídio”, apenas descreveu “como ocorreram”.

Crimes por envenenamento e atuação conjunta

As investigações apontam que as irmãs atuaram juntas em ao menos quatro homicídios qualificados, ocorridos entre janeiro e maio de 2025, em Guarulhos, na capital paulista e em Duque de Caxias (RJ).

O Ministério Público sustenta que Ana Paula executava os crimes e Roberta prestava apoio logístico, ajudando no planejamento, eliminação de vestígios e obtenção de vantagens financeiras.

Segundo o 1º DP de Guarulhos, as vítimas eram escolhidas após aproximação por amizade ou falso interesse afetivo. Todas teriam sido mortas por envenenamento com substância semelhante a chumbinho (fosfeto de alumínio) colocada em bebidas ou alimentos.

“TCC”: código usado para se referir aos assassinatos

Conversas recuperadas pela polícia mostram que as irmãs utilizavam o código “TCC” — sigla de Trabalho de Conclusão de Curso — para falar sobre o planejamento dos homicídios.

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Roberta teria fixado o valor mínimo de R$ 4 mil por “TCC”, incentivando o pagamento em dinheiro vivo para evitar rastreamento financeiro.

Em um dos casos, Ana viajou ao Rio de Janeiro para matar Neil Corrêa da Silva, em Duque de Caxias.

Queima de sofá e tentativa de ocultação

A investigação aponta participação direta de Roberta na ocultação de provas. Ela admitiu ter ajudado a queimar o sofá onde o corpo de uma das vítimas estava em decomposição, numa tentativa de eliminar vestígios.

Apesar de tentar se desvincular dos crimes em depoimento, a Polícia Civil afirma que há indícios de sua “participação consciente e voluntária”.

As irmãs também teriam discutido sobre divisão de dinheiro. Em um diálogo, Ana escreveu: “Estou com o valor em espécie, peguei”. Roberta respondeu: “Você está guardando só pra você”.

Denúncia aceita e prisão preventiva

A denúncia contra Roberta foi apresentada em 17 de outubro, na Vara do Júri de Guarulhos. O juiz converteu as prisões temporárias em preventivas, reforçando que Ana Paula é considerada “verdadeira serial killer” pelo nível de planejamento e repetição dos crimes.

As diligências continuam para verificar a existência de outras vítimas, inclusive no Rio de Janeiro.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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