Servidores do STF que tem a função de puxar as cadeiras para ministros da Corte sentarem ganham R$ 6,4 mil mensais
Além do manejo dos assentos, profissionais servem café e têm função administrativa no Poder Judiciário.
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Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), um grupo de 11 assistentes, conhecidos informalmente como “capinhas”, desempenham a função o manejo das cadeiras dos magistrados, além de servir café e realizar diversas atividades administrativas no Poder Judiciário. Em troca, recebem um salário mensal de R$ 6,4 mil.
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Durante as sessões do colegiado, os “capinhas” não apenas puxam e empurram os assentos dos ministros, mas também atendem às ordens diretas dos magistrados. Eles ajustam as togas dos juízes, providenciam cópias de pareceres, petições e outros documentos necessários para as deliberações. Esses profissionais desempenham um papel essencial para garantir que tudo ocorra de maneira ordenada e eficiente.
Nos dias em que não há sessões, as funções dos “capinhas” se expandem para a organização dos livros nas estantes dos ministros e o arquivamento de memoriais. O regimento interno do STF assegura a presença de um assistente para cada ministro, reforçando a importância desses profissionais na estrutura administrativa da Corte.
Os assistentes dos ministros do STF têm uma vestimenta específica que os distingue no ambiente de trabalho. Eles usam terno, gravata e uma capa preta de cetim, que se diferencia da toga utilizada pelos juízes. Essa capa é a razão do apelido “capinhas”, uma referência ao item distintivo de sua indumentária. Embora sejam profissionais terceirizados, a identidade visual dos “capinhas” reforça a formalidade e a seriedade do ambiente do STF.
No dia 19 de junho, a rotina de trabalho dos “capinhas” viralizou nas redes sociais, gerando uma onda de críticas e debates entre os usuários. A principal crítica levantada foi sobre a necessidade de uma pessoa puxar a cadeira para outra, especialmente considerando que os ministros são perfeitamente capazes de se sentar sozinhos. Muitos usuários questionaram a justificativa para um salário de R$ 6,4 mil mensais para realizar essas tarefas, provocando um intenso debate sobre a eficiência e a racionalidade no uso de recursos públicos.
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Os capinhas dos ministros do STFhttps://t.co/pcdB0aUC5Z pic.twitter.com/brTS5oazsL
— RevistaBzzz (@RevistaBzzz) June 22, 2024
A discussão nas redes sociais reflete uma preocupação mais ampla com a transparência e a racionalização dos gastos públicos. Críticos argumentam que o valor pago aos “capinhas” poderia ser melhor alocado em outras áreas do serviço público, enquanto defensores destacam a importância de manter a tradição e a formalidade nas sessões do STF.
Apesar das críticas, é importante reconhecer a relevância das funções desempenhadas pelos “capinhas” no cotidiano do STF. Eles garantem que os ministros possam se concentrar em suas atividades judiciais, sem se preocupar com detalhes logísticos e administrativos. A eficiência do trabalho dos magistrados pode ser diretamente impactada pela qualidade do suporte oferecido pelos assistentes.
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