
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Resumo
A ministra Simone Tebet confirmou que deixará o Ministério do Planejamento e Orçamento até 30 de março para se preparar para disputar o Senado em 2026. A decisão foi alinhada com o presidente Lula e respeita o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral. Nos bastidores, há articulação sobre possível mudança de domicílio eleitoral para São Paulo e sobre como compor o cenário político do governo na disputa por cadeiras no Senado.
Notícias do Brasil – A ministra Simone Tebet (MDB) confirmou que deixará o cargo no Ministério do Planejamento e Orçamento até o dia 30 de março deste ano. O movimento, discutido e apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem como objetivo preparar sua candidatura ao Senado Federal.
Saída segue prazo da legislação eleitoral
A antecipação atende aos prazos previstos para desincompatibilização: ministros precisam deixar o cargo seis meses antes do pleito. O limite citado é 4 de abril, mas Tebet pretende encerrar a passagem pela pasta alguns dias antes. Uma nova rodada de conversas com Lula deve ocorrer antes do Carnaval para definir detalhes da transição e o futuro domicílio eleitoral da ministra.
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Articulação mira São Paulo e composição de palanques
Um ponto central da articulação é a possibilidade de mudança de domicílio eleitoral para São Paulo. Mesmo com cenário considerado complexo, a disputa ao Senado é tratada como foco absoluto, com previsão de dividir palanque com nomes como Geraldo Alckmin e Fernando Haddad. O governo mantém aposta em Haddad para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas, o que exige composição equilibrada nas vagas ao Senado.
Senado vira peça-chave para 2026
A eleição de 2026 é descrita como decisiva porque 54 das 81 cadeiras estarão em disputa. Além de Tebet, Lula articula outras candidaturas, como a da deputada e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para uma vaga pelo Paraná. A estratégia do Palácio do Planalto é formar uma bancada sólida para enfrentar a oposição e garantir governabilidade.
Entrega de agendas e sucessão sob sigilo
Até a saída oficial, Tebet deve concentrar esforços em pautas como revisão de gastos públicos e monitoramento do novo marco fiscal. O nome do sucessor ainda permanece sob sigilo nas negociações entre o MDB e o Executivo.
Declaração de Transparência
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