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Sindicato repudia desfile da Vai-Vai que usou figura de demônio para retratar policiais

O Sindpesp emitiu uma nota de repúdio, afirmando que a escola de samba tratou com escárnio a figura dos agentes da lei.

Por Natan AMPOST

13/02/2024 às 17:29

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) emitiu uma nota de repúdio ao desfile da escola de samba Vai-Vai, que aconteceu no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. A entidade afirma que a agremiação, ao retratar policiais como demônios durante o desfile, tratou com escárnio a figura dos agentes da lei.

Segundo os delegados, a ala intitulada “Sobrevivendo no Inferno”, que contava com a representação de policiais com chifres e outros itens que remetiam à figura de um demônio, foi considerada uma afronta à polícia. Os delegados entendem que a escola de samba, em nome da arte e da liberdade de expressão, desrespeitou de forma vil e covarde os profissionais abnegados que se dedicam à proteção da sociedade e ao combate ao crime.

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De acordo com a nota do Sindpesp, os policiais enfrentam condições precárias e adversas em seu dia a dia de trabalho. Muitas vezes, colocando suas próprias vidas e famílias em risco, dedicam-se incansavelmente à segurança da sociedade. A entidade enfatiza a importância do trabalho da polícia na garantia da ordem social e na proteção dos direitos dos cidadãos.

O desfile da Vai-Vai trouxe à tona a discussão sobre os limites da liberdade de expressão. Enquanto alguns defendem que a arte tem o papel de criticar e questionar, outros acreditam que caricaturizar profissionais que arriscam suas vidas em nome da segurança da sociedade é um desrespeito.

Independentemente dos debates sobre liberdade de expressão e sátira, é fundamental respeitar o trabalho e o compromisso daqueles que dedicam suas vidas à garantia da ordem social. A valorização dos profissionais da segurança pública é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e segura.

O desfile da Vai-Vai no Carnaval de São Paulo gerou polêmica ao retratar policiais como demônios. O Sindpesp emitiu uma nota de repúdio, afirmando que a escola de samba tratou com escárnio a figura dos agentes da lei. A discussão sobre a liberdade de expressão e o respeito aos profissionais da segurança pública fica em evidência diante desses acontecimentos. É fundamental encontrar um equilíbrio entre a arte e a consideração pelos que arriscam suas vidas em nome do bem-estar da sociedade.

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Leia a nota completa:
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) manifesta, veementemente, repúdio ao Grêmio Recreativo Cultural e Social Escola de Samba Vai-Vai, que, na noite de sábado (10/2), no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo-SP, durante seu desfile, tratou com escárnio a figura de agentes da lei.

Com direito a chifres e outros itens que remetiam à figura de um demônio, as alegorias utilizadas na ala “Sobrevivendo no Inferno”, demonizaram a polícia – algo que causa extrema indignação.

Ao adotar tal enredo, a escola de samba, em nome do que chama de “arte” e de liberdade de expressão, afronta as forças de segurança pública, desrespeita e trata, de forma vil e covarde, profissionais abnegados que se dedicam, dia e noite, à proteção da sociedade e ao combate ao crime, muitas vezes, sob condições precárias e adversas, ao custo de suas próprias vidas e famílias.

É de se lamentar que o Carnaval seja utilizado para levar ao público mensagem carregada de total inversão de valores e que chega a humilhar os agentes da lei.

O Sindpesp não compactua com este tipo de manifestação e presta solidariedade aos profissionais da segurança pública de todo o País – estes, sim, verdadeiros heróis, que merecem homenagens, reconhecimento e mais respeito por parte da agremiação, para dizer o mínimo.

Outrossim, o Sindpesp aguarda que a Vai-Vai, num momento de lucidez e de reflexão, reconheça que exagerou e incorreu em erro na ala em questão, e se retrate, publicamente. Não estamos falando, afinal, apenas dos policiais, sejam civis ou militares, mas, sobretudo, de uma instituição de Estado que representa e está a serviço de toda a sociedade bandeirante.

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