Só 1 de cada 5 habitantes de área urbana no Brasil mora em vias com calçadas sem obstáculos
Os dados do IBGE ressaltam a necessidade urgente de melhoria na infraestrutura.
- Foto: Gabriel Borges/Secom-VR
Notícias do Brasil – Em 2022, o Brasil demonstrava uma realidade preocupante em relação à acessibilidade nas áreas urbanas. De acordo com os dados do Censo Demográfico, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas aproximadamente 18,8% dos moradores das áreas urbanas, o que corresponde a 32,8 milhões de pessoas, possuíam acesso a calçadas sem obstáculos. Essa porcentagem reflete a pequena fração da população que pode usufruir de um direito básico: a liberdade e segurança ao caminhar pelas cidades.
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O que é considerado uma calçada acessível?
Segundo o IBGE, para uma calçada ser considerada adequada para o trânsito de pedestres, ela precisa apresentar características específicas. Uma das principais é a disponibilidade de pelo menos 80 centímetros de largura livre, o que permite a circulação de ao menos um pedestre. Ademais, é fundamental que este espaço seja exclusivo para os pedestres e esteja claramente delimitado e separado das vias destinadas aos veículos.
Principais obstáculos encontrados
Os desafios que os pedestres enfrentam são variados. Entre os principais obstáculos que comprometem a circulação segura nas calçadas estão elementos como árvores, arbustos, galhos que invadem o caminho, além de caixas de correio, postes de iluminação e sinalização posicionada de maneira inadequada. Problemas com buracos, desníveis no pavimento e entradas de estacionamento irregulares também estão entre as barreiras que dificultam a mobilidade.
Os dados do IBGE ressaltam a necessidade urgente de melhoria na infraestrutura das calçadas nas cidades brasileiras. A adequação destas áreas não apenas promove a inclusão e acessibilidade para todos os cidadãos, mas também aumenta a segurança e a qualidade de vida nos centros urbanos. É essencial que as políticas públicas sejam direcionadas para a correção e manutenção desses espaços, garantindo o direito de locomoção segura e eficiente para todos.
Buscando efetivamente um futuro onde todos possam desfrutar das cidades com igualdade, o progresso nessa área é um indicativo vital do comprometimento das cidades com seus moradores e com um desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo.
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