Sobe para quatro o número de casos de gripe K no Brasil; saiba detalhes da doença
Doença entra no radar das autoridades de saúde, que reforçam a vigilância para evitar complicações graves
O Brasil registrou quatro casos do subclado K da gripe Influenza A (H3N2), com a vigilância das autoridades de saúde intensificada após o alerta internacional. Um dos casos foi considerado importado e ocorreu no Pará, enquanto outros três foram identificados no Mato Grosso do Sul. A circulação do vírus, embora atípica, não apresenta características de maior gravidade até o momento.
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O subclado K, como explica o Ministério da Saúde, é uma variação do vírus H3N2, sem mudanças significativas em relação aos sintomas da gripe comum. A principal diferença observada é a duração mais prolongada da temporada de gripe, sem evidências de aumento de mortes ou complicações graves, como ocorreu em outros países do hemisfério norte. O médico Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações, afirma que os sintomas são os mesmos: febre, tosse, dor de garganta e dores no corpo, com o quadro geralmente durando de três a sete dias.
As autoridades de saúde destacam que, embora o subtipo K não apresente novas características clínicas, a população vulnerável, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, deve procurar avaliação médica precoce caso apresentem sintomas graves. Além disso, o tratamento com antivirais, quando iniciado nos primeiros dias de infecção, pode diminuir o risco de complicações e hospitalizações. A identificação precoce da gripe pode ser feita por meio de testes rápidos, que ajudam a direcionar o tratamento adequado.
Apesar da baixa adesão à vacinação, o Ministério da Saúde reforça que as vacinas do SUS continuam a ser a principal medida preventiva, protegendo contra formas graves da doença, incluindo a variante K. A cobertura vacinal é crucial para evitar a circulação do vírus e reduzir as internações. O uso de antivirais também permanece uma recomendação essencial, principalmente para os grupos de risco. Além disso, as autoridades enfatizam a importância da higiene das mãos, ventilação de ambientes e uso de máscaras, quando necessário.
A vigilância da gripe no Brasil foi intensificada após alertas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontaram aumento de casos em outras regiões do mundo. Embora o cenário atual não indique maior gravidade no país, a continuação das ações de prevenção e acompanhamento da pandemia de gripe será fundamental para controlar a disseminação do vírus e proteger a saúde da população.
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