Sogra é acusada de envenenar nora por dez dias antes da morte
Crime teria sido motivado por interesses financeiros.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O caso da morte de Larissa Rodrigues, de 37 anos, ganhou novos desdobramentos após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontar que ela foi envenenada gradualmente durante dez dias antes de receber a dose fatal. A principal suspeita do crime é a sogra da vítima, Elizabete Arrabaça, de 67 anos, que teria agido em conjunto com o filho, Luiz Antonio Garnica, marido da vítima.
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De acordo com as investigações, Larissa havia decidido se divorciar após descobrir uma traição e, com isso, passaria a ter direito à partilha de bens, incluindo o apartamento em que morava com o marido. A perspectiva de prejuízos financeiros teria sido o estopim para a suposta trama criminosa. Luiz, médico de 38 anos, e a mãe enfrentavam dificuldades financeiras e, segundo o promotor Marcus Tulio Alves Nicolino, viram na morte da mulher uma solução para os problemas.
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Conforme os autos, Elizabete começou a visitar a nora com frequência, levando alimentos preparados por ela. A partir dessas visitas, Larissa passou a apresentar sintomas de intoxicação, sempre após ingerir refeições trazidas pela sogra. Relatos colhidos durante a investigação indicam que o quadro clínico da vítima piorava sempre após essas visitas, e que ela foi impedida pelo marido de procurar ajuda médica.
Em 21 de março, no mesmo dia em que comunicou a Luiz por mensagem que iniciaria o processo de separação, Larissa recebeu uma nova visita da sogra, que teria administrado a dose letal de veneno. Ela foi encontrada inconsciente no banheiro por Luiz, que relatou ter tentado reanimá-la antes de chamar o Samu. A morte foi confirmada na manhã seguinte.
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Exames do Instituto Médico Legal (IML) revelaram a presença de chumbinho no corpo da vítima, um pesticida altamente tóxico. Com isso, mãe e filho foram presos preventivamente e denunciados por feminicídio, com agravantes de motivo torpe, uso de veneno e impossibilidade de defesa da vítima.
O caso de Larissa levou a polícia a reabrir a investigação da morte de Nathalia Garnica, irmã de Luiz e filha de Elizabete. Ela faleceu um mês antes, em circunstâncias inicialmente atribuídas a causas naturais. Após exumação do corpo, foi identificada a presença da mesma substância tóxica. Para o Ministério Público, a motivação seria novamente financeira: Nathalia era solteira e sem filhos, o que faria de Elizabete herdeira direta de seus bens. Na época, a aposentada acumulava uma dívida de aproximadamente R$ 320 mil.
A denúncia foi formalmente apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) na terça-feira, 1º de julho. Ambos os acusados negam as acusações.
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