STF abre investigação preliminar sobre emendas destinadas a projetos ligados ao filme de Bolsonaro
De acordo com o STF, a apuração tramitará sob sigilo.
- Foto: reprodução
Resumo
O ministro Flávio Dino, do STF, abriu uma apuração preliminar para investigar possíveis irregularidades no envio de emendas parlamentares destinadas a projetos culturais ligados ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A medida envolve deputados e ex-deputados do PL e ocorre após revelações sobre aportes milionários do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção cinematográfica.
Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma apuração preliminar para investigar possíveis desvios de finalidade na destinação de emendas parlamentares voltadas a projetos culturais relacionados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A decisão ocorre em meio às discussões sobre o financiamento da produção cinematográfica, que ganhou repercussão nacional após a divulgação de mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Intertítulo: Deputados do PL são alvo de pedidos de esclarecimento
A investigação busca informações sobre a destinação de emendas parlamentares encaminhadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura (ANC). Segundo Dino, há indícios que, em tese, podem indicar quebra de transparência e falhas na rastreabilidade dos recursos públicos.
Entre os nomes citados na decisão estão os deputados federais Mario Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, além dos ex-deputados Alexandre Ramagem e Carla Zambelli.
De acordo com o STF, a apuração tramitará sob sigilo.
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Intertítulo: Caso envolve produção do filme “Dark Horse”
O longa-metragem “Dark Horse” pretende retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro e tem previsão de lançamento internacional. O projeto ganhou destaque após revelações de que Daniel Vorcaro teria prometido cerca de R$ 134 milhões para financiar a obra. Até o momento, documentos apontam repasses de aproximadamente R$ 61 milhões.
As suspeitas envolvendo o financiamento cresceram após reportagens indicarem que parte dos recursos teria passado por estruturas financeiras nos Estados Unidos ligadas a aliados da família Bolsonaro.
Intertítulo: Bia Kicis nega ligação com filme
Em nota enviada à imprensa, a deputada Bia Kicis negou ter destinado emendas ao filme sobre Bolsonaro. Segundo a parlamentar, os recursos foram direcionados para outras produções históricas e culturais, incluindo obras sobre Dom Pedro I, José de Anchieta e a relação histórica entre Brasil e Portugal.
Já o deputado Mario Frias teria sido intimado anteriormente pelo STF para prestar esclarecimentos sobre recursos enviados à Academia Nacional de Cultura. Até o momento, segundo a reportagem, ele não teria apresentado manifestação ao Supremo.
Intertítulo: Caso amplia pressão sobre aliados bolsonaristas
A decisão do STF aumenta a pressão política sobre integrantes do PL em meio à crise provocada pelas investigações envolvendo Daniel Vorcaro, atualmente preso preventivamente e investigado por suspeitas de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro.
O caso também passou a atingir diretamente o entorno político de Flávio Bolsonaro, que admitiu ter buscado apoio financeiro privado para a produção do filme, embora negue qualquer irregularidade.
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