
Foto: Antônio Cruz
Notícias do Brasil – O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou mais um voto pela inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. A análise ocorre em sessão do plenário virtual da Corte, iniciada nesta segunda-feira (15) e com prazo aberto até quinta-feira (18), às 23h59.
Com o posicionamento do ministro Cristiano Zanin, o julgamento passou a ter placar de 3 votos a 0 contra a restrição. Antes dele, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, e o ministro Flávio Dino já haviam apresentado votos no mesmo sentido, reforçando a rejeição à tese que limita o direito territorial indígena à ocupação em uma data específica.
Leia também: Defesa de Bolsonaro reitera pedido por cirurgia e prisão domiciliar
Ainda restam sete votos para a conclusão do julgamento no plenário virtual. O tema volta à pauta dois anos após o STF ter considerado inconstitucional o marco temporal. Paralelamente, o assunto segue em disputa institucional: após o Congresso validar a regra na Lei 14.701/2023 e derrubar veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a tese voltou ao centro do debate, com questionamentos apresentados ao Supremo por partidos como PL, PP e Republicanos, que pedem a manutenção do entendimento aprovado pelo Legislativo.
Em sentido oposto, entidades representativas de povos indígenas e partidos governistas acionaram o STF para contestar novamente a constitucionalidade da tese. Em outra frente, o Senado aprovou na semana passada a PEC 48/23, que busca inserir o marco temporal na Constituição e agora segue para a Câmara dos Deputados.
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.