STF conclui fase de testemunhas e agenda depoimentos de militares acusados de tramar golpe
Grupo que planejou sequestro e execução de autoridades será interrogado no dia 28.

Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF
Notícias do Brasil – O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta quarta-feira (23) a fase de oitivas de testemunhas no julgamento dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado, deflagrada após as eleições de 2022. A próxima etapa do processo começa na segunda-feira, 28 de julho, quando será a vez dos réus do chamado “núcleo 3” prestarem depoimento à Corte. Esse grupo é acusado de articular sequestros e execuções de autoridades públicas.
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Ao todo, 31 pessoas são julgadas em quatro núcleos distintos, de acordo com a divisão processual autorizada pela Primeira Turma do STF e proposta pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. A separação teve como objetivo agilizar o andamento das ações penais, embora tenha sido criticada pelas defesas dos réus.
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O núcleo 3, composto majoritariamente por militares da ativa e da reserva, é formado por dez réus que, segundo a acusação, atuaram em frentes táticas da trama golpista. Entre eles estão generais, coronéis e tenentes-coronéis das Forças Armadas, além de um policial federal.
Nesta quinta-feira (24), o STF ouvirá os réus dos núcleos 2 e 4. O grupo do núcleo 2 é acusado de organizar a base estratégica da tentativa de golpe, incluindo a elaboração de uma minuta de decreto inconstitucional e o uso indevido da estrutura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Já os sete integrantes do núcleo 4 são apontados como responsáveis por disseminar desinformação para minar a confiança nas urnas eletrônicas e no sistema eleitoral.
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Diferente das oitivas de testemunhas, os depoimentos dos réus serão públicos e transmitidos ao vivo pela TV Justiça. As gravações dos relatos colhidos ao longo das últimas semanas, envolvendo todos os núcleos, serão agora anexadas aos autos de cada ação penal.
Entre os nomes que serão interrogados nos próximos dias estão figuras conhecidas da estrutura de segurança pública e do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques e ex-assessores palacianos como Filipe Martins e Marcelo Câmara.
A fase de depoimentos representa um marco no processo judicial contra os envolvidos na tentativa de subversão da ordem democrática. O julgamento segue sendo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das ações no STF.
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