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STF condena Eduardo Bolsonaro a mais de 4 anos de prisão

Maioria da Primeira Turma entendeu que o ex-parlamentar tentou influenciar o andamento de ação envolvendo Jair Bolsonaro e pressionar integrantes do Judiciário.

Por Beatriz Silveira

16/06/2026 às 19:26 - Atualizado em 17/06/2026 às 07:48

Procuradoria-Geral da República pede condenação de Eduardo Bolsonaro

Foto: Agência Brasil

Resumo

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o deputado cassado Eduardo Bolsonaro por coação no curso de processo judicial. A maioria dos ministros entendeu que o ex-parlamentar tentou interferir em uma ação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, utilizando articulações e manifestações que, segundo a Corte, buscaram pressionar integrantes do Judiciário e influenciar o andamento do processo.

Notícias do Brasil – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (16), condenar o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) pelo crime de coação no curso de processo judicial. A maioria dos ministros concluiu que ele atuou para influenciar o andamento da ação que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado.

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Com a decisão, Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. Além da pena privativa de liberdade, o ex-parlamentar recebeu multa de R$ 162 mil e foi declarado inelegível por 12 anos.

Maioria acompanhou voto de Alexandre de Moraes

O julgamento foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que votou pela condenação. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Segundo a Corte, houve a prática de atos que tinham como objetivo pressionar integrantes do Poder Judiciário e criar obstáculos ao andamento do processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Investigação apontou atuação nos Estados Unidos

De acordo com a investigação, Eduardo Bolsonaro teria utilizado sua permanência nos Estados Unidos para promover contatos políticos e manifestações públicas voltadas à criação de pressão sobre o Supremo Tribunal Federal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que essas iniciativas buscavam favorecer Jair Bolsonaro e influenciar os desdobramentos do processo em curso.

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Os elementos reunidos pela acusação foram apresentados aos ministros durante a análise da ação penal.

STF rejeitou tese de atividade parlamentar

Ao apresentar seu voto, Alexandre de Moraes afirmou que as condutas atribuídas ao ex-deputado não poderiam ser enquadradas como exercício legítimo da atividade parlamentar.

Segundo o ministro, a imunidade parlamentar não pode ser utilizada para justificar atos destinados a constranger magistrados ou interferir na atuação do Poder Judiciário.

Os ministros que acompanharam o relator entenderam que as provas apresentadas demonstraram uma estratégia direcionada a influenciar o julgamento e pressionar autoridades envolvidas no caso.

Defesa pediu absolvição

A defesa de Eduardo Bolsonaro, realizada pela Defensoria Pública da União (DPU), argumentou que não houve prática criminosa e sustentou que as manifestações do ex-parlamentar estariam protegidas pelo direito à liberdade de expressão.

Os defensores também levantaram questionamentos sobre aspectos processuais da ação e solicitaram a absolvição do réu.

Apesar dos argumentos apresentados, a maioria da Primeira Turma considerou que o conjunto de provas reunido pela Procuradoria-Geral da República era suficiente para comprovar o crime e manter a condenação.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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