Brasil

Brasil


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

STF rebate decisão da Justiça italiana e defende legalidade de condenação de Carla Zambelli

As acusações resultaram em condenação por crimes relacionados à invasão de sistemas informáticos e falsidade ideológica.

Por Jonas Souza

12/06/2026 às 16:48 - Atualizado em 13/06/2026 às 09:18

Resumo

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, se manifestou após a Justiça italiana apontar suposta violação ao direito de defesa de Carla Zambelli ao negar sua extradição. O STF defendeu a legalidade do processo, afirmou que todas as garantias constitucionais foram respeitadas e reiterou a regularidade da condenação da ex-deputada.


Notícias do Brasil – O Supremo Tribunal Federal (STF) reagiu à decisão da Justiça italiana que rejeitou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Em manifestação divulgada nesta sexta-feira, o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o processo conduzido no Brasil respeitou integralmente os princípios constitucionais e as garantias legais asseguradas à defesa.

PUBLICIDADE

Leia mais: Nunes Marques arquiva pedido para barrar uso de filme sobre Bolsonaro nas eleições de 2026

A declaração ocorre após autoridades italianas acolherem argumentos apresentados pela defesa da ex-parlamentar e apontarem supostas falhas relacionadas ao direito a um julgamento imparcial.

Fachin defende regularidade do processo

Ao comentar o caso, Fachin ressaltou que todas as etapas processuais ocorreram dentro dos parâmetros previstos pela Constituição Federal e pela legislação brasileira.

Segundo o presidente do STF, o processo observou o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, além dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro em matéria de cooperação jurídica. O magistrado também afirmou acompanhar com preocupação os fundamentos utilizados pela Justiça italiana para justificar a negativa da extradição.

Supremo relembra histórico da condenação

Na manifestação, o STF destacou que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma da Corte.

PUBLICIDADE

Após a fase de instrução processual, o colegiado julgou procedentes as acusações e condenou Carla Zambelli de forma unânime. Posteriormente, os recursos apresentados pela defesa também foram analisados dentro do trâmite regular previsto pela legislação. O Supremo utilizou esse histórico para reforçar o entendimento de que a condenação foi resultado de decisões colegiadas e não de deliberações individuais.

Justiça italiana questionou imparcialidade

A controvérsia gira em torno da participação do ministro Alexandre de Moraes no caso. Ao negar a extradição, a Justiça italiana considerou que o magistrado poderia ser visto simultaneamente como vítima e julgador dos fatos investigados.

O entendimento foi baseado na inclusão de um falso mandado de prisão contra Moraes em sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante a invasão cibernética atribuída ao hacker Walter Delgatti e, segundo a acusação, articulada por Carla Zambelli. Para os magistrados italianos, essa circunstância levantaria dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do julgamento.

Caso envolve invasão de sistemas do Judiciário

Segundo as investigações conduzidas no Brasil, foram registrados acessos indevidos a sistemas do Poder Judiciário em diferentes ocasiões, resultando na inserção de documentos falsos, incluindo ordens judiciais inexistentes e um falso mandado de prisão contra Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República atribuiu à ex-deputada participação intelectual nas ações, apontando-a como responsável por orientar e incentivar a atuação do hacker.

As acusações resultaram em condenação por crimes relacionados à invasão de sistemas informáticos e falsidade ideológica.

Fuga do Brasil e prisão na Itália

Após ser condenada pelo STF, Carla Zambelli deixou o Brasil e passou a ser alvo de alerta internacional da Interpol. A ex-parlamentar viajou inicialmente para a Argentina, seguiu para os Estados Unidos e posteriormente para a Itália, onde foi detida pelas autoridades locais.

Meses depois, a Justiça italiana decidiu conceder liberdade à brasileira e rejeitou o pedido de extradição formulado pelo Estado brasileiro, abrindo um novo capítulo na disputa judicial entre os dois países.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo é um Universo Paralelo que incessantemente pede permissão para fixar-se no terreno dos saberes.

JESUS,D.F

Últimas notícias

Brasil

‘Meu Deus, quem me mandou um corpo?’: vereadora recebe cachorro morto dentro de caixa

Deza Guerriero acreditava ter recebido um presente na Câmara de Novo Hamburgo, mas encontrou o corpo de um animal e denunciou o caso à polícia.

há 2 horas

Brasil

Prouni 2026 abre inscrições para mais de 471 mil bolsas; veja prazo e quem pode participar

Candidatos têm até sexta-feira (10) para concorrer a bolsas integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior.

há 3 horas

Política

Guerra política entre Mayra Dias e Brena Dianná esquenta às vésperas das eleições após decisão do TCE-AM

Decisão do TCE-AM adiciona um novo capítulo à disputa entre as duas deputadas, que travam uma acirrada batalha pelo eleitorado de Parintins.

há 3 horas

Polícia

Justiça manda soltar investigador preso pela PF em caso de 77 kg de ouro ilegal no Amazonas

Luciano Granjeiro era apontado como “piloto” de viatura usada para transportar ouro durante assalto.

há 3 horas

Brasil

PEC do fim da escala 6×1: Alcolumbre reage a pressão do PT e diz que não aceita “ultimatos”

Presidente do Senado afirmou que a proposta ainda precisa passar por debate na CCJ antes de avança.

há 4 horas