STJ condena ex-governador Gladson Cameli a 25 anos de prisão por corrupção
Ex-governador do Acre foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações

Foto: José Caminha/Secom do governo do Acre
Resumo:
STJ condena ex-governador do Acre, Gladson Cameli, a 25 anos e 9 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em contratos públicos.
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Notícias do Brasil – O Superior Tribunal de Justiça condenou, nesta quarta-feira (6), o ex-governador do Acre Gladson Cameli a 25 anos e 9 meses de prisão em regime fechado por crimes de corrupção, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
Segundo a decisão, o ex-governador é apontado como líder de um esquema que teria causado prejuízo de R$ 11,7 milhões aos cofres públicos do estado.
Apesar da condenação, a pena não será cumprida imediatamente, já que ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal.
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MPF aponta fraude em contrato de construtora
De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, Gladson Cameli teria participado diretamente de irregularidades envolvendo a contratação da construtora Murano Construções para realização de obras viárias no Acre.
As investigações apontam que a empresa teria ligação com familiares do ex-governador.
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Inicialmente, o contrato previa manutenção de prédios públicos, mas posteriormente foi ampliado para obras de infraestrutura viária.
Investigação aponta superfaturamento milionário
Ainda conforme o MPF, houve superfaturamento superior a 50% no valor do contrato, além de desvio de recursos públicos.
Os investigadores afirmam que o dinheiro teria sido utilizado para beneficiar integrantes da organização criminosa por meio da compra de imóveis e veículos.
O caso está relacionado às Operações Operação Ptolomeu e Operação Murano, que apuraram suspeitas de corrupção em contratos do governo acreano.
Defesa afirma que vai recorrer
Em publicação nas redes sociais, Gladson Cameli afirmou que recebeu a decisão “com serenidade” e informou que recorrerá ao STF.
“O eleitor do nosso estado merece ter sua escolha no voto respeitada. Ninguém pode ganhar no tapetão”, declarou o ex-governador.
Além da pena de prisão, a Justiça também determinou o pagamento de R$ 11,7 milhões em indenização pelos crimes apontados no processo.
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