STJ solta prefeito investigado por esquema de agiotagem
O prefeito Noé Magalhães (PSB) foi afastado de suas funções por um período inicial de 90 dias.

Foto: Reprodução/Instagram
O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou soltar o prefeito de Água Preta, cidade de 26 mil habitantes na Mata Sul de Pernambuco, Noé Magalhães (PSB), que estava preso preventivamente desde agosto na Operação Dilúvio.
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O prefeito foi afastado de suas funções por um período inicial de 90 dias e terá que cumprir algumas condições, como entregar suas armas e passaporte e não se comunicar com os demais investigados.
A Operação Dilúvio tem como objetivo investigar crimes relacionados ao sistema financeiro, corrupção, peculato, contratação direta legal, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal (PF) afirma que o prefeito estaria por trás de um esquema de agiotagem e ocultação de patrimônio. As investigações apontam que Noé Magalhães emprestava dinheiro a juros abusivos e utilizava familiares como “laranjas” para esconder seus bens. Os investigadores também encontraram irregularidades na contratação, feita sem licitação, de uma empresa responsável pela manutenção dos veículos da cidade.
“À míngua de indícios mais seguros sobre o risco que a liberdade do paciente oferece à instrução processual, entendo que o regular desenvolvimento da investigação pode ser assegurado por meios alternativos à prisão, assegurando a livre manifestação das testemunhas”, escreveu.
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O prefeito afirma que os contratos questionados foram suspensos e que a investigação tem como base apenas acusações do vice, com quem rompeu, sem provas do que chamou de ‘narrativa’.
A PF investiga o caso porque verbas repassadas pelo governo federal para manutenção de veículos usados nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social estariam no montante supostamente desviado.
Estadão Conteúdo

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