Suposta foto de Maduro sendo preso é divulgada por políticos brasileiros
O presidente da Venezuela foi capturado neste sábado (3).
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O anúncio da captura do ditador Nicolás Maduro, feita pelo governo dos Estados Unidos após ataques à capital Caracas, repercutiu imediatamente no cenário político brasileiro. Neste sábado (3/1), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usaram as redes sociais para celebrar a ação e endurecer o discurso contra regimes de esquerda na América Latina.
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Em publicações no X (antigo Twitter), os dois divulgaram uma imagem em que Maduro aparece supostamente sendo preso. A foto, no entanto, não foi confirmada por nenhuma autoridade oficial americana ou venezuelana e circula apenas em perfis e grupos nas redes sociais, levantando indícios de ter sido criada por inteligência artificial. Ainda assim, a imagem foi usada como símbolo da queda do regime chavista.
Nikolas Ferreira adotou um tom direto e provocativo. “Que todos os ditadores da América Latina, sejam presidentes ou juízes, tenham o mesmo destino”, escreveu o parlamentar, em uma mensagem que rapidamente viralizou entre apoiadores e críticos. A declaração reforça a estratégia do deputado de usar temas internacionais para mobilizar sua base política no Brasil.
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Eduardo Bolsonaro foi além e conectou a captura de Maduro a uma narrativa ideológica mais ampla. Segundo ele, o regime venezuelano seria o “pilar financeiro, logístico e simbólico” do Foro de São Paulo, entidade que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina. “Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis”, escreveu, citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o colombiano Gustavo Petro.
As manifestações ocorrem em meio a um cenário internacional ainda nebuloso. Embora o presidente americano tenha confirmado a operação militar, não há, até o momento, comprovação independente da prisão nem informações oficiais sobre o paradeiro de Maduro. O governo venezuelano afirma desconhecer onde estaria o líder e decretou estado de emergência nacional.
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