Surto de superfungo assusta hospital e deixa pacientes em risco
O hospital registrou 15 casos entre colonizações e infecção.
- O Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) em São Paulo enfrenta um surto do fungo resistente Candida auris, com 14 casos de colonização e um caso de infecção ativa desde janeiro de 2025; um paciente infectado faleceu, mas a morte foi atribuída a complicações cirúrgicas.
- O hospital adotou medidas como isolamento em quartos individuais, intensificação da higienização, treinamentos para profissionais e coletas mensais para monitoramento, além de notificar a Anvisa e realizar reuniões semanais com o órgão.
- O Candida auris é perigoso para pacientes imunossuprimidos, devido à sua resistência a antifúngicos convencionais, e a transmissão ocorre por contato com superfícies contaminadas; até o momento, os casos colonizados não evoluíram para infecção ativa durante a internação.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Reprodução
Notícias do Brasil – O Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), localizado na zona sul de São Paulo, está enfrentando um surto do fungo resistente Candida auris. Desde o começo de janeiro de 2025, o hospital registrou 14 casos de pacientes colonizados pelo fungo — ou seja, com a presença do microrganismo sem sintomas de infecção — e um caso de infecção ativa. Um paciente de 73 anos que foi diagnosticado com a infecção pelo superfungo faleceu, mas a instituição esclareceu que o óbito foi decorrente de complicações de uma cirurgia, e não pela infecção.
PUBLICIDADE
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE) comunicou que a unidade notificou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a situação e implementou diversas medidas de controle e segurança. Entre essas medidas estão a colocação de pacientes em quartos individuais, intensificação da higienização e treinamentos específicos para os profissionais de saúde. Além disso, o hospital está realizando coletas mensais de amostras para monitorar o cenário, conforme as orientações dos órgãos sanitários.
As coletas realizadas indicaram que o fungo Candida auris foi identificado em outros 14 pacientes, porém, não houve evolução para infecção em nenhum desses casos durante o período de internação. Segundo o infectologista Diego Rodrigues Falci, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), as candidíases invasivas são comuns em pacientes hospitalizados e a transmissão ocorre pelo contato com superfícies contaminadas, como roupas de cama, móveis e equipamentos médicos presentes nos hospitais.
O Candida auris representa um risco significativo, especialmente para pacientes com sistema imunológico enfraquecido, como aqueles que fazem uso de antibióticos, quimioterapia ou estão internados em unidades de terapia intensiva. O fungo pode causar candidemia, uma infecção grave na corrente sanguínea, que pode levar à morte. Os sintomas típicos incluem febre, mal-estar e alterações nos exames laboratoriais. Embora a infecção possa ser tratada com antifúngicos, o fungo é desafiador devido à sua resistência a muitos medicamentos convencionais, o que pode exigir o uso de antifúngicos alternativos.
Em resposta ao surto, o Hospital do Servidor Público Estadual está realizando reuniões semanais com a Anvisa para discutir as medidas tomadas e os resultados das coletas. A unidade também reforçou as barreiras de controle de infecção em todas as suas dependências, buscando garantir a segurança e a saúde dos pacientes. O hospital segue comprometido com o atendimento humanizado e a proteção de seus pacientes durante esse período crítico.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






