Tarifaço de Trump: ‘Diante do incêndio, Brasil está mais perto da porta de saída’, diz Haddad
Haddad também refletiu sobre o contexto global.
- (Foto: agência Brasil)
Notícias do Brasil- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos às importações brasileiras, que foram estabelecidas em 10%. Durante o evento 11º Annual Brazil Investment Forum, organizado pelo Bradesco BBI, nesta terça-feira (8), Haddad afirmou que o Brasil “está bem” diante das tarifas anunciadas. Segundo ele, o Brasil recebeu a tarifa mínima, o que significa que os produtos brasileiros terão um custo mais baixo no mercado americano.
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“Diante do incêndio, estamos mais perto da porta de saída”, afirmou o ministro, destacando que a medida dos Estados Unidos substituiu uma política de cotas de importação, favorecendo, assim, a competitividade dos produtos brasileiros.
Haddad também observou que outros países foram impactados de maneira mais severa. Enquanto o Brasil foi taxado em 10%, países como Lesoto e Saint-Pierre e Miquelon sofreram uma tarifa de 50%, e a China viu suas tarifas elevadas a 104% devido a retaliações.
O ministro enfatizou que, por enquanto, o Brasil não tomará medidas de retaliação. Segundo Haddad, é essencial aguardar o cenário se estabilizar antes de agir. “A pior coisa que o país pode fazer neste momento é agir sem a prudência diplomática que sempre tivemos”, destacou.
Haddad também refletiu sobre o contexto global, afirmando que os Estados Unidos têm seus olhos voltados para a China, o que torna a relação com o Brasil menos prioritária. “Eles estão enfrentando pela primeira vez um desafio concreto da China, tanto militar quanto econômico”, comentou.
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