Tarifaço dos EUA começa nesta quarta-feira (22). Veja itens taxados e isentos
Sobretaxa de 25% começa a valer nesta quarta-feira (22) e pode gerar prejuízo bilionário às exportações do Brasil; mais de 2 mil produtos ficaram de fora da medida.
- Entrou em vigor nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% dos EUA sobre parte das importações brasileiras, com potencial de causar perdas de até US$ 11 bilhões nas exportações do Brasil.
- A cobrança começou às 1h01 (horário de Brasília) e foi baseada em investigação do USTR sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil (incluindo comércio digital, etanol, políticas ambientais e Pix).
- Há regra de transição para mercadorias embarcadas antes da medida, que podem entrar sem a tarifa se chegarem aos EUA até 29 de julho.
- Mais de 2,1 mil produtos foram isentos da sobretaxa (como carne bovina, café, petróleo e derivados, semicondutores e itens de saúde), enquanto setores como etanol, aço/alumínio, máquinas e bens de consumo como calçados e móveis foram atingidos; o governo brasileiro avalia contramedidas e programas de apoio.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: reprodução
Notícias do Brasil – Entrou em vigor nesta quarta-feira (22) a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras. A medida foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump após a conclusão de uma investigação comercial e pode causar perdas de até US$ 11 bilhões às exportações do Brasil. Apesar do endurecimento, mais de 2,1 mil produtos foram excluídos da sobretaxa.
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Tarifa de 25% já está valendo
A nova cobrança começou a ser aplicada à 1h01 (horário de Brasília) sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.
Segundo o governo norte-americano, a decisão foi tomada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que apontou supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, políticas ambientais e o sistema de pagamentos Pix.
A tarifa de 25% será cobrada além dos impostos de importação já existentes. Na prática, um produto que atualmente paga 5% de imposto passará a recolher 30% para entrar no mercado norte-americano.
Regra de transição evita cobrança imediata em alguns casos
O governo dos Estados Unidos estabeleceu uma regra de transição para mercadorias embarcadas antes da entrada em vigor da medida.
Produtos enviados antes desta quarta-feira poderão ingressar no mercado americano sem a nova tarifa, desde que cheguem ao país até 29 de julho.
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Produtos que ficaram isentos
Mesmo com o tarifaço, o governo americano retirou da lista mais de 2,1 mil produtos, buscando reduzir impactos na própria economia e evitar problemas nas cadeias de abastecimento.
Entre os principais itens isentos estão:
Agropecuária
- Carne bovina;
- Café;
- Laranja e suco de laranja;
- Açaí, banana, manga, abacaxi, goiaba e melão;
- Mel, peixes e crustáceos.
Mineração e energia
- Petróleo bruto e derivados;
- Ferro-gusa;
- Hidróxido de alumínio;
- Minério de ferro;
- Nióbio;
- Grafite;
- Caulim;
- Gás natural.
Tecnologia, indústria e saúde
- Aviões, helicópteros e drones;
- Motores e peças para aeronaves;
- Computadores, notebooks e celulares;
- Monitores e semicondutores;
- Vacinas, insulina, antibióticos e plasma;
- Fertilizantes e insumos agrícolas.
Produtos atingidos pela sobretaxa
Entre os produtos brasileiros que passam a pagar a tarifa adicional estão:
Biocombustíveis e químicos
- Etanol de cana-de-açúcar;
- Outros biocombustíveis;
- Parte da celulose branqueada.
Indústria pesada
- Aço e alumínio semiacabados;
- Máquinas agrícolas;
- Equipamentos para mineração;
- Transformadores elétricos de grande porte.
Bens de consumo
- Calçados;
- Móveis de madeira;
- Pisos e revestimentos;
- Rochas ornamentais;
- Vestuário;
- Tecidos e peças de roupa.
Governo brasileiro avalia medidas
Após a entrada em vigor do tarifaço, o governo federal informou que continua avaliando alternativas para reduzir os impactos sobre os setores exportadores.
Embora a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, autorize a adoção de contramedidas comerciais, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o objetivo do governo não é promover uma retaliação.
Segundo ele, a prioridade é manter o diálogo e buscar soluções para minimizar os prejuízos às empresas brasileiras.
Além disso, o governo estuda um programa de apoio aos setores que deverão ser mais afetados pela nova política comercial dos Estados Unidos.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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