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TCU identifica possíveis irregularidades na política de preços da Petrobras entre 2011 e 2015

O órgão decidiu realizar audiências com os membros que integraram a diretoria executiva da empresa nesse período e examinar as políticas adotadas pela estatal de 2019 a 2023.

  • Estadão Conteúdo

  • 25/10/2023 às 18:29

  • Atualizado em 25/10/2023 às 18:37

  • Leitura em dois minutos

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Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou possíveis “graves” irregularidades nas políticas de reajuste de preços de gasolina e óleo diesel adotadas pela Petrobras entre 2011 e 2015, durante a gestão da ex-presidente da República Dilma Rousseff. Após analisar a conclusão da área técnica, o órgão decidiu realizar audiências com os membros que integraram a diretoria executiva da empresa nesse período e examinar as políticas adotadas pela estatal de 2019 a 2023.

A área técnica do TCU estudou os efeitos das diferentes políticas de preços de combustíveis aplicadas de 2002 a 2019, além de analisar a responsabilidade dos gestores da empresa por possíveis atos ilegais.

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De acordo com o voto lido pelo relator, ministro Aroldo Cedraz, nesta quarta-feira, 25, não foram identificados indícios de irregularidades nos períodos de 2002 a 2010 e de 2016 a 2019. “O mesmo, entretanto, não pode ser dito em relação ao interstício de 2011 a 2015, em que se apontam a ocorrência de possíveis graves irregularidades praticadas sobretudo entre setembro de 2012 e outubro de 2014”, disse.

Ainda, afirmou que a situação à época em relação à política de preço levou ao rebaixamento do rating em mais de uma ocasião entre 2013 e 2015, com escalada contínua da dívida líquida da empresa.

“Esse contexto empresarial conduz à inequívoca conclusão de que as escolhas feitas no bojo da política de preços de combustíveis da Petrobras à época, consideradas as decisões empresariais de investimento feitas por meio dos Planos de Negócios e Gestão, contribuíram para levar a Companhia a uma situação de insustentabilidade econômico-financeira, com real ameaça à sua perenidade e à sua lógica empresarial.”

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O plenário também seguiu a orientação de Cedraz para que a área técnica analise as políticas de preços atuais da Petrobras, no período de 2019 a 2023.

Ao autorizar todas as diligências e inspeções necessárias, o ministro afirmou que “causa espécie que, atualmente, a companhia se aparte novamente de fundamentos estritamente empresariais e assuma precificação de combustíveis casuística, a qual poderá resultar, uma vez mais, nos graves problemas ocorridos entre 2011 e 2015”.

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