Técnico de enfermagem confessa ter aplicado desinfetante em veia de paciente em hospital
Crimes ocorreram dentro da UTI e envolveram uso indevido de medicamentos e desinfetante.

Foto: Reprodução
Resumo
A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que um técnico de enfermagem confessou ter assassinado três pacientes internados no Hospital Anchieta, em Taguatinga. Segundo as investigações, os crimes foram cometidos por meio da aplicação de doses elevadas de medicamentos e, em um dos casos, de desinfetante intravenoso. O caso envolve ainda a participação de outras duas técnicas de enfermagem e segue sob investigação para apurar possíveis novas vítimas.
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Notícias do Brasil – O técnico de enfermagem apontado como principal suspeito de assassinar três pacientes internados no Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, confessou os crimes em depoimento à Polícia Civil. Segundo as investigações, ele utilizou doses excessivas de um medicamento como forma de envenenamento e, em um dos casos, injetou desinfetante diretamente na veia da vítima.
Confissão ocorreu após análise de imagens
De acordo com o delegado Wisllei Salomão, coordenador da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o técnico, de 24 anos, negou inicialmente as acusações. No entanto, ele confessou após ser confrontado com imagens do circuito interno de segurança do hospital, que registraram as ações dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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Outras profissionais são investigadas
Além do principal suspeito, duas técnicas de enfermagem, de 28 e 22 anos, também são investigadas por participação em dois dos três crimes, sob a acusação de terem dado cobertura às ações. A técnica de 22 anos chegou a negar envolvimento, mas reconheceu os fatos ao ver as imagens e afirmou arrependimento por não ter impedido o colega.
Uso indevido de medicamentos e fraude
A Polícia Civil apurou que o técnico usou a senha de um médico para emitir uma receita fraudulenta e obter o medicamento, aplicado sem autorização médica. As aplicações ocorreram em novembro e dezembro do ano passado. Para tentar ocultar os crimes, ele realizava massagens cardíacas nas vítimas após as aplicações. O hospital demitiu os três suspeitos, e as investigações seguem sob sigilo.
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