Temer liga para Moraes e Gilmar durante reunião sobre “PL da Dosimetria”
O encontro ocorreu na quinta-feira (18/9) e contou ainda com a presença do deputado Aécio Neves (PSDB-MG).
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Notícias do Brasil – O relator do Projeto de Lei da Anistia na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), revelou que o ex-presidente Michel Temer (MDB) telefonou para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes durante uma reunião em sua casa, em São Paulo, para tratar da proposta que agora ele prefere chamar de “PL da Dosimetria”.
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O encontro ocorreu na quinta-feira (18/9) e contou ainda com a presença do deputado Aécio Neves (PSDB-MG). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou de forma remota. Segundo Paulinho, a conversa teve como foco a redução das penas impostas a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Atualmente, Bolsonaro cumpre condenação de 27 anos e 3 meses. O relator sugeriu que o projeto poderia reduzir parte da pena, mas sem anistia total.
“Vamos supor que, nessa discussão, no Congresso, a gente reduza 10 anos. Então, ele continuaria com 17. Aí, o caso dele teria de ser tratado de outra forma, e não mais nesse projeto que nós vamos apresentar. Esse tamanho da dose depende então de cada conversa que eu vou fazer a partir de segunda”, explicou Paulinho ao programa Acorda, Metrópoles.
Resistência de bolsonaristas
O PL da Anistia, de autoria de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), teve urgência aprovada na Câmara em 17 de setembro. No entanto, a mudança de foco para a redução de penas, e não mais uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, desagradou a ala bolsonarista.
Paulinho da Força, por outro lado, reforçou que não votará um texto que confronte o STF. Para ele, o caminho é buscar um acordo que inclua o Congresso, o Judiciário e o governo Lula.
“Não tem possibilidade de votar um projeto como o que o grupo de Bolsonaro deseja”, frisou o deputado.
Com trânsito político tanto em Brasília quanto no Supremo, Michel Temer foi peça central na articulação, aproximando diferentes atores e colocando Moraes e Gilmar diretamente na discussão.
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