Tenente-coronel se pronuncia sobre morte de esposa PM encontrada com tiro na cabeça
Em entrevista à TV Record, o oficial negou qualquer participação na morte da companheira.
- Foto: Redes Sociais
Resumo
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto falou pela primeira vez sobre a morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça em um apartamento no centro de São Paulo. Em entrevista, ele negou qualquer envolvimento no caso e afirmou que a companheira teria tirado a própria vida.
Notícias do Brasil – O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto se pronunciou publicamente pela primeira vez nesta quarta-feira (11) sobre a morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada sem vida dentro do apartamento onde morava no bairro do Brás.
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A soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo tinha 32 anos e foi encontrada com um tiro na cabeça. O caso ocorreu em um imóvel localizado na região central de São Paulo.
Em entrevista à TV Record, o oficial negou qualquer participação na morte da companheira e reiterou a versão de que a policial teria tirado a própria vida.
Versão apresentada pelo coronel
Durante a entrevista, o tenente-coronel afirmou que estava no banho quando ouviu um barulho vindo do interior do apartamento. Ao sair do banheiro, segundo ele, encontrou a esposa caída no chão.
O oficial relatou que acionou imediatamente os serviços de emergência, incluindo a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, mas disse que não prestou os primeiros socorros à vítima.
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Ele explicou que não possuía equipamentos necessários para realizar o atendimento naquele momento, apesar de ter conhecimento técnico adquirido durante a carreira na corporação.
Mal-estar durante atendimento
O coronel também contou que passou mal enquanto os profissionais de resgate atendiam a vítima. Segundo ele, sua pressão arterial teria chegado a 20 por 18, situação que exigiu atendimento médico imediato.
De acordo com o relato, ele tomou medicamentos para controlar o quadro e chegou a ouvir de um profissional de saúde que corria risco de sofrer um acidente vascular cerebral ou infarto.
Ainda durante o episódio, o oficial disse ter tomado um segundo banho, alegando que precisava se recompor após o impacto emocional da situação.
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Pontos investigados pela polícia
A investigação, no entanto, analisa alguns elementos que levantaram dúvidas sobre a versão apresentada pelo militar.
Um deles envolve o estado do banheiro do apartamento. Testemunhas relataram que o chão estava seco, o que contraria a afirmação de que o coronel havia acabado de sair do banho quando encontrou a esposa ferida.
O oficial negou essa versão e afirmou que o chuveiro havia permanecido ligado.
Outro ponto em análise diz respeito a marcas encontradas no pescoço da vítima. Laudos periciais apontaram sinais que podem indicar esganadura.
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Sobre isso, o coronel negou ter provocado qualquer lesão e sugeriu que as marcas poderiam ter sido causadas pela filha de Gisele, uma criança de 7 anos, durante um momento em que ela teria ficado no colo da mãe.
Limpeza do apartamento
Durante a entrevista, o oficial também negou ter enviado policiais militares para limpar o apartamento após a morte da esposa.
Segundo ele, as agentes teriam sido enviadas ao local por um comandante superior, e apenas depois que o imóvel já havia sido liberado pelas autoridades responsáveis pela perícia.
Depoimentos de testemunhas, entretanto, apontam que três policiais teriam ido ao apartamento horas após o ocorrido para realizar a limpeza do local.
O caso segue sob investigação das autoridades policiais.
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