Brasil

TIM reúne empresas de vários setores em projeto para ampliar o acesso de mulheres ao mercado de trabalho

Nove companhias líderes de seus segmentos são as primeiras a aderir ao movimento.


Redação AM POST

Desafios no acesso à educação e ao mercado de trabalho, preconceito em processos seletivos, dificuldade de ser ouvida pelos líderes e colegas, menos oportunidades de crescimento profissional, falta de rede de apoio para conciliar carreira e família, disparidade salarial. É a realidade encontrada por grande parte das brasileiras que buscam ou estão em um emprego e também daquelas que querem empreender. Com o objetivo de transformar esse cenário, a TIM uniu grandes empresas em uma iniciativa para acelerar o desenvolvimento de carreiras e o acesso das mulheres ao mercado de trabalho no Brasil. Nove companhias líderes de seus segmentos são as primeiras a aderir ao movimento: Accenture, Adidas, Enel, Generali, Microsoft, Oracle, Pirelli, Stellantis e Via.

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“As mulheres estão enfrentando desafios sem precedentes, agravados pela pandemia que evidenciou ainda mais as desigualdades sociais e de gênero. O acesso ao mundo digital e o desenvolvimento de habilidades exigidas por ele se tornaram uma urgência para aquelas que querem e precisam se inserir no mercado de trabalho. É o momento de unirmos esforços e promover iniciativas concretas de inclusão e transformação social. A TIM sempre esteve à frente
dos movimentos do setor e, agora, amplia seu poder de mobilização ao juntar grandes companhias em uma iniciativa que pode impactar a vida de inúmeras brasileiras. Estamos orgulhosos de permitir que mais mulheres imaginem as possibilidades”, disse o CEO da Tima Pietro Labriola.

O projeto conta com um aplicativo que funcionará como uma plataforma digital de oportunidades de emprego, desenvolvimento profissional e conteúdos para fortalecer o empoderamento feminino. Por meio do app Mulheres Positivas, criado pela empresária Fabiana Saad, serão divulgadas vagas de trabalho das empresas parceiras, em diversos níveis hierárquicos.

Uma seção dedicada a cursos também foi criada, com conteúdos sobre carreira, negócio, tecnologias, equidade de gênero, inovação, entre outros, cedidos pelas companhias participantes, para apoiar mulheres em seu desenvolvimento pessoal e profissional. Todos os cursos poderão ser acessados de forma gratuita e clientes TIM navegam na plataforma sem consumir seu pacote de dados.

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Outra ação é a mentoria intercompany, com duração de seis a oitos meses, focada no desenvolvimento de carreira de mulheres das empresas participantes. As sessões serão realizadas de maneira cruzada: uma diretora da Microsoft, por exemplo, poderá atuar como mentora de uma colaboradora da Pirelli e assim por diante. A coordenação dessa iniciativa será realizada pela consultoria CMI Business Transformation, liderada por Maristella Iannuzzi, executiva da área de tecnologia, especialista em diversidade e inclusão e com vários trabalhos junto a ONU Mulheres e aos Princípios de Empoderamento da Mulher (WEPs).

“A mentoria é mais uma ação desse movimento coletivo, que ampliará as áreas de conhecimento das colaboradoras das empresas, gerando um pool de talentos femininos no mercado. Focamos em três pilares – qualificação, empregabilidade e crescimento pessoal e profissional – para ampliar o acesso e a representatividade das mulheres no mercado de trabalho, contribuindo assim para o avanço da equidade de gênero nas empresas, nas diversas comunidades e na sociedade como um todo”, disse a VP de Recurso Humanos da Tima Maria Russo.

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A campanha de lançamento do movimento terá a participação da cantora IZA, que vai atuar como embaixadora da iniciativa. O anúncio aconteceu nesta terça-feira (06/07), com transmissão pelo canal da TIM no Youtube (www.youtube.com/timbrasil), seguido de um bate-papo sobre a importância do incentivo à participação feminina em carreiras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Falaram sobre suas experiências a imunologista Ester Sabino, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do trabalho de sequenciamento do coronavírus, e a engenheira aeroespacial Ana Paula Castro, que participou de missão simulada realizada pela Agência Espacial Europeia e pode se tornar a primeira astronauta brasileira.