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Transparência Internacional diz que ONG é vítima de ‘retaliação’ no caso J&F

Direção da ONG divulgou comunicado em reação à decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

  • Estadão Conteúdo

  • 06/02/2024 às 20:57

  • Atualizado em 06/02/2024 às 21:00

  • Leitura em dois minutos

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Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

A Transparência Internacional disse nesta terça-feira, 6, que é vítima de retaliação pelo trabalho de combate à corrupção que desenvolve no Brasil. A direção da ONG, com sede em Berlim, emitiu um comunicado em resposta à decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou uma investigação para determinar se o braço da entidade no Brasil se apropriou indevidamente de recursos do acordo de leniência da J&F.

A ONG ressalta que essa decisão ocorre uma semana após Toffoli ser mencionado em uma pesquisa sobre a percepção da corrupção. O balanço critica o ministro por invalidar evidências do acordo de leniência da Odebrecht.

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“É lamentável testemunhar uma ação legal baseada em acusações infundadas e informação falsa, sufocando os esforços da sociedade civil para expôr a corrupção e sua influência desenfreada sobre os poderosos”, diz um trecho da nota.

A Transparência Internacional no Brasil colaborou na definição de diretrizes para os gastos da parcela da multa do acordo de leniência da J&F (R$ 2,3 bilhões) destinada a investimentos em projetos sociais. As recomendações vão desde princípios que deveriam guiar a escolha dos projetos, como transparência, diversidade e legitimidade social, até orientações práticas para a elaboração dos editais de fomento.

A ONG nega ter recebido valores do acordo, direta ou indiretamente. A informação também foi desmentida, em 2020, pela subprocuradora Samantha Dobrowolski, que coordenou a extinta comissão do Ministério Público Federal para assessoramento dos acordos de leniência e de colaboração premiada.

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Na nota divulgada nesta terça, a cúpula da Transparência Internacional afirma que, embora detalhes sobre a participação da organização no acordo sejam públicos, as “campanhas de difamação” contra a ONG se intensificaram.

O presidente global da Transparência Internacional, François Valérian, também se manifestou. Ele afirmou que a organização “não será intimidada”.

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“Vale ressaltar que este pedido de investigação coincidiu com a publicação do Índice de Percepção de Corrupção, uma semana antes A publicação foi acompanhada de fortes críticas ao Brasil, destacando decisões do Judiciário que perpetuaram a impunidade generalizada a esquemas de corrupção em larga escala.”

Estadão Conteúdo

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