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TSE acata sugestão da CGU para aperfeiçoar código da urna eletrônica

O tribunal aceitou a sugestão para aprimorar a etapa de totalização de votos.

  • Estadão Conteúdo

  • 20/06/2024 às 18:00

  • Atualizado em 20/06/2024 às 17:28

  • Leitura em três minutos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez um aperfeiçoamento na urna eletrônica sugerido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Nas inspeções já realizadas no TSE não se detectou qualquer risco à segurança das eleições nos equipamentos. O tribunal aceitou a sugestão para aprimorar a etapa de totalização de votos.

A mudança aconteceu após o código-fonte das urnas ser inspecionado por três desenvolvedores da área de tecnologia da informação da CGU durante a última semana.

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A proposta de alteração partiu do desenvolvedor Everton Ramos, que já havia participado da inspeção em 2022, também pela CGU.

“Era uma camada extra de validação na etapa de totalização dos votos. Já havia muitas etapas de validação, mas percebemos que essa validação dos hashes (resumos digitais) dos arquivos dos dados utilizados na totalização reforçava aquela etapa”, explicou.

O procedimento era parte do Ciclo de Transparência – Eleições de 2024, que levou cerca de 35 horas de inspeção, entre dia 10 e a última sexta-feira. O objetivo é garantir a fiscalização, por parte de órgãos e entidades legitimados, do sistema eletrônico que assegura as eleições no País.

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Os técnicos do TSE abriram uma urna eletrônica para que a equipe da CGU pudesse observar o hardware em detalhes e conhecer as peças internas do equipamento e o seu sistema. “Temos quatro processadores e nenhuma conexão online na urna”, disse Rafael Azevedo, coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE.

Além da controladoria, a Sociedade Brasileira de Computação (SBC), o Senado e o partido União Brasil já enviaram especialistas para testar e verificar as urnas para as eleições municipais deste ano. Não houve contestação por parte de nenhum dos verificadores.

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Atualmente, o TSE tem 571.020 urnas aptas a serem utilizadas em sessões de votação por todo o Brasil.

Para as eleições deste ano, o TSE adquiriu 220 mil novas urnas. A quase totalidade delas já foi entregue aos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE).

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De acordo com dados do tribunal, este ano se deu a segunda maior compra de urnas eletrônicas. O primeiro lugar foi em 2020, quando foram adquiridas 225 mil unidades.

Potente

O processador, em 2024, é mais potente. A estimativa é que isso torne o processamento de voto das urnas 18 vezes mais rápida do que em 2015, por exemplo. Os equipamentos têm prazo de durabilidade de 10 anos, ou seis eleições consecutivas.

Em 2021, uma licitação para a compra de novas urnas foi vencida pela Positivo Tecnologia. Uma equipe de servidores liderada pela Coordenadoria de Tecnologia Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (Cotel/TSE) acompanha o processo de montagem da urna. Quando aprovadas nos testes, as urnas recebem as tampas externas Depois disso, há ainda uma auditoria realizada por servidores do tribunal no local de fabricação.

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- Nay Potarcio

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