TSE cancela envio de observadores eleitorais à Venezuela após Maduro dizer que eleições no Brasil não são auditadas
A decisão de enviar observadores eleitorais à Venezuela havia sido tomada na semana passada, mas o tribunal optou por cancelar a medida.
- Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE
Nesta quarta-feira, 24, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, anunciou que o órgão não enviará mais os dois observadores que haviam sido designados para acompanhar as eleições na Venezuela. A decisão foi tomada em resposta às recentes acusações feitas pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, contra o sistema eleitoral brasileiro.
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Maduro, que é candidato à reeleição, questionou a integridade das urnas eletrônicas brasileiras, alegando falta de segurança e auditabilidade. Em contrapartida, o TSE reafirmou a confiabilidade e transparência do sistema eleitoral do Brasil, destacando que as urnas eletrônicas são, de fato, auditáveis e seguras.
“Em face de falsas declarações contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que afirmado por autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos para atender convite feito pela Comissão Nacional Eleitoral daquele país para acompanhar o pleito do próximo domingo”, afirmou o TSE em nota oficial.
A decisão de enviar observadores eleitorais à Venezuela havia sido tomada na semana passada, mas o tribunal optou por cancelar a medida como uma resposta às declarações de Maduro. O não envio dos técnicos brasileiros é um sinal claro de que o TSE não deseja participar, mesmo que apenas como observador, das eleições venezuelanas.
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