TSE suspende julgamento sobre pesquisa desfavorável a Flávio Bolsonaro
A pesquisa contestada havia sido divulgada após a repercussão de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- Foto: Divulgação
Resumo
O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel desfavorável ao senador Flávio Bolsonaro (PL) foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. A decisão liminar do ministro Nunes Marques, que suspendeu o levantamento, continua válida até a análise final do caso.
Notícias do Brasil – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu nesta terça-feira (9) o julgamento sobre a suspensão de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel que apontava queda nas intenções de voto do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
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A paralisação ocorreu após a ministra Estela Aranha pedir vista do processo, ou seja, mais tempo para analisar o caso. Com isso, permanece válida a decisão liminar do ministro Nunes Marques, que havia determinado a suspensão da divulgação do levantamento.
Pesquisa mostrava queda de Flávio Bolsonaro
A pesquisa contestada havia sido divulgada após a repercussão de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No levantamento divulgado em abril pela AtlasIntel, Flávio Bolsonaro aparecia tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno presidencial. Na ocasião, o senador registrava 47,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparecia com 47,5%. Já em uma nova rodada divulgada no dia 19 de maio, Lula passou a liderar com 48,9%, enquanto Flávio caiu para 41,8%, indicando uma redução de seis pontos percentuais no desempenho do senador.
Nunes Marques apontou possível indução
Ao votar pela manutenção da suspensão da pesquisa, o ministro Nunes Marques afirmou que existem indícios de comprometimento metodológico no levantamento realizado pela AtlasIntel.
Segundo o magistrado, alguns elementos do questionário poderiam induzir respostas negativas contra Flávio Bolsonaro, especialmente pela inclusão de perguntas relacionadas a investigações e conteúdos com carga valorativa.
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“O caso não envolve apenas divergências metodológicas, mas possível utilização do questionário como mecanismo de indução dos entrevistados”, apontou o ministro no voto.
O relator também destacou que, ao analisar outras pesquisas registradas pela AtlasIntel junto ao TSE, não identificou estrutura semelhante à utilizada no levantamento questionado, incluindo o uso de áudios durante as entrevistas.
PL questiona metodologia da pesquisa
A ação foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), que acusou a AtlasIntel de divulgar uma pesquisa supostamente fraudulenta. Durante o julgamento, a advogada do partido, Maria Claudia Bucchianeri, sustentou que o questionário teria utilizado técnicas de “framing” e indução de respostas, além de omitir um vídeo que teria sido exibido aos entrevistados.
Segundo a defesa do PL, Flávio Bolsonaro teria sido submetido a perguntas relacionadas ao caso Banco Master antes da avaliação sobre sua imagem política, o que poderia influenciar negativamente a percepção dos entrevistados.
AtlasIntel nega irregularidades
A defesa da AtlasIntel rebateu as acusações e afirmou que o questionamento do PL possui motivação política, e não técnica.
O advogado da empresa, Gualter Rafael Maciel Bezerra, declarou no julgamento que não foram apresentadas provas concretas de contaminação metodológica na pesquisa. Segundo ele, a representação do PL estaria relacionada à repercussão política envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, e não a falhas estatísticas no levantamento.
Com o pedido de vista, a ministra Estela Aranha terá prazo de até 90 dias para devolver o processo ao plenário do TSE. Até a conclusão do julgamento, segue válida a liminar que suspendeu a divulgação da pesquisa eleitoral da AtlasIntel.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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