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União Europeia barra carne brasileira e ameaça exportações do agronegócio a partir de setembro

Segundo autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

Por Jonas Souza

06/06/2026 às 15:55 - Atualizado em 06/06/2026 às 22:43

Resumo

A União Europeia anunciou que vai retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco europeu a partir de setembro. A decisão foi motivada por questionamentos sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.


Notícias do Brasil – A União Europeia anunciou a exclusão do Brasil da lista de países habilitados a exportar carnes e produtos de origem animal ao mercado europeu. A medida deve entrar em vigor em 3 de setembro e poderá atingir diversos setores do agronegócio brasileiro.

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Segundo autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal destinada à exportação.

Leia mais: Cinco são presos e quase 2 mil litros de combustível contrabandeado são apreendidos na fronteira com a Bolívia

Medida pode afetar carne bovina, aves, ovos e mel

A restrição poderá impactar exportações brasileiras de carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes, equinos e outros produtos de origem animal. Apesar da decisão, a Comissão Europeia ainda deverá formalizar a medida no Diário Oficial da União Europeia para que ela tenha validade definitiva.

Os antimicrobianos são medicamentos utilizados para combater bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos. Na pecuária, essas substâncias também podem ser usadas para acelerar o crescimento dos animais e aumentar a produtividade.

A União Europeia possui regras rígidas sobre o tema e proíbe principalmente substâncias consideradas importantes para tratamentos médicos em humanos, buscando evitar a chamada resistência antimicrobiana. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

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Europa diz que Brasil não comprovou rastreabilidade total

Segundo as autoridades europeias, o Brasil ainda não conseguiu demonstrar de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser utilizadas em toda a cadeia produtiva destinada à exportação.

O principal problema apontado pelo bloco não seria contaminação da carne brasileira, mas sim questões ligadas à rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental.

Enquanto o Brasil foi retirado da lista de exportadores autorizados, países como Argentina, Paraguai e Uruguai continuam aptos a vender normalmente ao mercado europeu. A decisão ocorre em meio às discussões comerciais envolvendo o acordo entre Mercosul e União Europeia, que enfrenta resistência de produtores rurais europeus.

Governo e setor tentam reverter cenário

Em abril, o governo brasileiro publicou norma restringindo parte dos antimicrobianos usados na produção animal. Mesmo assim, a União Europeia considerou que ainda faltam garantias adicionais. Agora, o Brasil busca alternativas para evitar a suspensão das exportações, incluindo o endurecimento das regras sanitárias e o fortalecimento dos sistemas de rastreabilidade da cadeia produtiva.

Agronegócio reage à decisão europeia

Entidades do agronegócio brasileiro afirmaram que trabalham junto ao Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o setor possui sistemas robustos de controle sanitário. Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que prestará esclarecimentos técnicos às autoridades europeias. Representantes do setor de mel também criticaram a decisão e defenderam que o produto brasileiro segue padrões internacionais de qualidade.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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