“Vacina é do Brasil, não é de nenhum governador”, diz Bolsonaro

A frase foi dita para tentar desvincular a vacina do governador de São Paulo, João Doria.

Em primeiro comentário sobre a aprovação para uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores nesta segunda-feira (18/1) que a vacina é do Brasil e tentou desvinculá-la do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

“A Anvisa aprovou, não tem o que discutir mais. Havendo a disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado a vacina aqui. Então, tá liberado a aplicação no Brasil e a vacina é do Brasil, tá? Não é de nenhum governador não, é do Brasil”, disse ele.

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No domingo (17/1), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso emergencial de duas vacinas: a Coronavac, desenvolvida no Brasil pelo farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, e a vacina de Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Imediatamente após a autorização da agência reguladora, o governo paulista vacinou a primeira brasileira em território nacional. A enfermeira Mônica Calazans, 54 anos, foi vacinada na tarde de domingo.

Em coletiva à imprensa, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticou o governador João Doria e chamou a ação de “jogada de marketing”.

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“O Ministério da Saúde tem em mãos, neste momento, as vacinas, tanto do Butantan quanto da AstraZeneca. Nós poderíamos, tanto num ato simbólico quanto numa jogada de marketing, iniciar a primeira dose em uma pessoa, mas em respeito a todos os governadores, prefeitos e todos os brasileiros, o Ministério da Saúde não fará isso. Não faremos uma jogada de marketing”, disse o ministro.

Por diversas vezes, o presidente questionou a eficácia do imunizante desenvolvido pelo Butantan e chegou a dizer que o governo federal não compraria “a vacina chinesa”. Os questionamentos fazem parte da estratégia de antagonizar com o tucano João Doria, que pode ser seu principal adversário na disputa presencial de 2022.

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A conversa de Bolsonaro com simpatizantes foi registrada em um vídeo de um canal simpático ao presidente no YouTube. A gravação possui cortes.

Fonte: Metrópole

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