Vários ministros do Governo Lula descumpriram orientação do Ministério da Saúde e não tomaram reforço da covid-19
A falta de atualização da caderneta vacinal entre ministros do governo federal contradiz diretamente a política de incentivo à vacinação defendida pela gestão Lula.
- Lula e sua equipe de ministros (Foto: Ricardo Stuckert)
Notícias de política – Em 2024, 14 ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com mais de 60 anos não tomaram ou não completaram o reforço da vacinação contra a Covid-19, descumprindo a recomendação do próprio Ministério da Saúde. Os dados foram obtidos pelo site Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e revela um cenário preocupante entre os integrantes da alta cúpula do governo.
A diretriz do Ministério da Saúde determina que pessoas acima de 60 anos devem receber uma dose de reforço a cada seis meses. No entanto, nem mesmo a ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, 67 anos, estava com a vacinação em dia. A ex-titular da pasta recebeu apenas uma dose em fevereiro deste ano, o que a deixou com a caderneta incompleta. Após a divulgação da reportagem, Nísia afirmou que iria atualizar sua vacinação “nesta semana”.
Vice-Presidente e Ministros Entre os Não Vacinados
Outro nome de peso na lista de não vacinados conforme a recomendação do Ministério da Saúde é o vice-presidente Geraldo Alckmin, 72 anos. O também médico anestesista deveria ter tomado duas doses de reforço contra a Covid-19 em 2024, mas não recebeu nenhuma delas.
Além de Alckmin, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, 61 anos, também está sob suspeita de não ter completado o esquema vacinal. A pasta dele não forneceu o cartão de vacinação, mas informou que ele tomou uma dose contra febre amarela e quatro contra a Covid-19. No entanto, não há confirmação se ele recebeu os reforços necessários dentro do intervalo recomendado.
PUBLICIDADE
Apenas Três Ministros Cumpriram a Recomendação
Entre os 19 ministros do governo federal com mais de 60 anos, apenas três seguiram corretamente o protocolo vacinal no último ano. São eles:
– Carlos Lupi (Previdência Social);
– Mauro Vieira (Relações Exteriores);
– Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação).
Os demais integrantes do primeiro escalão seguem com a vacinação incompleta ou sem confirmação sobre a situação vacinal.
Impacto e Contradição com a Política de Saúde Pública
A revelação de que boa parte dos ministros do governo federal não seguiu a recomendação de vacinação traz um impacto negativo na credibilidade das campanhas de imunização promovidas pelo próprio governo. A administração Lula tem insistido na importância da vacinação em massa para evitar novas ondas da Covid-19, especialmente entre idosos e pessoas de grupos de risco.
PUBLICIDADE
Especialistas em saúde pública alertam que a adesão às campanhas de vacinação é crucial para evitar hospitalizações e mortes. A ausência da imunização entre figuras públicas pode desestimular a população a seguir o calendário vacinal, gerando um efeito negativo na contenção da doença.
“É fundamental que as lideranças políticas deem o exemplo. O Brasil já enfrentou desafios com a hesitação vacinal e desinformação. Se membros do próprio governo não seguem a recomendação, isso pode prejudicar a confiança da população na eficácia da imunização”, avalia a epidemiologista Helena Lima.
A falta de atualização da caderneta vacinal entre ministros do governo federal contradiz diretamente a política de incentivo à vacinação defendida pela gestão Lula. A ausência de reforços pode comprometer a credibilidade das campanhas e reduzir a adesão da população ao esquema vacinal recomendado. Especialistas apontam que figuras públicas devem dar o exemplo para garantir que as recomendações de saúde sejam seguidas por todos.
A população agora aguarda um posicionamento do governo e dos ministros envolvidos para esclarecer se irão regularizar suas doses e reforçar a confiança nas políticas de imunização.
Veja a lista:
José Múcio (Defesa), 76: não tomou as doses de reforço contra a Covid de 2023 e de 2024;
PUBLICIDADE
Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), 76: não tomou um dos dois reforços em 2024;
General Amaro (Gabinete de Segurança Institucional), 67: não tomou doses de reforço em 2022 e em 2024;
Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), 66: tomou nenhum dos dois reforços em 2024;
Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), 65: recebeu nenhum dos dois reforços que deveria ter tomado em 2024;
Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), 63: tomou nenhum dos dois reforços em 2024;
Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), 63: não se vacina contra a Covid desde 2022;
PUBLICIDADE
André de Paula (Pesca e Aquicultura), 63: nenhum reforço em 2024;
Margareth Menezes (Cultura), 62: não se vacinou em 2023 nem em 2024;
Cida Gonçalves (Mulheres), 62: não tomou reforços em 2024;
Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil), 62: não foi imunizado em 2024;
Márcio França (Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte), 61: nenhum reforço em 2024;
Fernando Haddad (Fazenda), 61: não se vacinou em 2023 nem em 2024.
Veja os cartões de vacinação:
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos



















